Voz histórica do rádio sul-mato-grossense, comunicadora construiu uma carreira de mais de três décadas à frente da Rádio Caçula e tornou-se uma das personalidades mais conhecidas da região
Neste ano, a radialista Toninha Campos celebra 70 anos de vida, consolidando uma trajetória que se confunde com a própria história da comunicação em Três Lagoas. Reconhecida pela voz marcante, opinião firme e forte ligação com a comunidade, ela tornou-se uma das figuras mais influentes do rádio no interior de Mato Grosso do Sul.
Nascida em Três Lagoas como Antônia Aparecida de Souza Campos, Toninha construiu uma carreira baseada na proximidade com os ouvintes e na defesa das demandas populares. Em entrevista concedida em 2015, ela destacou que sua missão sempre foi dar voz às pessoas mais simples da sociedade.
Seu programa na Rádio Caçula estreou em 2 de julho de 1993, após assumir junto com seu marido, o radialista Romeu de Campos Júnior (1951 – 2022) e rapidamente conquistou espaço entre os ouvintes de Mato Grosso do Sul e do interior paulista, tornando-se uma referência no rádio regional. Ao longo dos anos, Toninha acompanhou transformações políticas, econômicas e sociais de Três Lagoas, participando ativamente dos principais debates da cidade.
Além da atuação profissional, a comunicadora também ficou conhecida pela realização de ações comunitárias, campanhas beneficentes e eventos voltados à integração da população. Um exemplo foi o tradicional “Encontrão dos Anos 60”, promovido por ela e sua família para reunir moradores e preservar a memória da cidade.
Ao lado do marido, Toninha ajudou a fortalecer a Rádio Caçula como um dos principais veículos de comunicação do Estado. Romeu faleceu em 2022, após complicações decorrentes de um AVC, deixando um legado importante para o rádio regional.
Mais do que uma apresentadora de rádio, Toninha Campos tornou-se uma personagem da história de Três Lagoas. Sua trajetória é marcada pela defesa das causas populares, pelo incentivo à participação comunitária e pelo compromisso com a informação.
Ao completar 70 anos, a radialista coleciona décadas de serviços prestados à comunicação sul-mato-grossense, mantendo-se como uma das vozes mais conhecidas e respeitadas da região.
Seu nome segue associado à credibilidade, à proximidade com os ouvintes e ao amor declarado por Três Lagoas, cidade onde nasceu, construiu sua família e escreveu uma das mais longevas histórias do rádio regional.


