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Três Lagoas
quinta-feira, 21 de maio, 2026

Vigilância Epidemiológica detalha caso de meningite meningocócica em Três Lagoas

Coordenadora do setor, Adriana Spazzapan detalhou sobre as medidas adotadas após confirmação da doença no município

A confirmação de um caso de meningite meningocócica em Três Lagoas colocou a Vigilância Epidemiológica do município em alerta máximo e mobilizou uma verdadeira força-tarefa da Secretaria Municipal de Saúde para impedir a disseminação da doença, considerada grave e potencialmente fatal.

Em entrevista ao Jornal da Caçula da 96 Caçula desta quinta-feira, 21, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Adriana Spazzapan, explicou todos os detalhes da ocorrência, desde a identificação do paciente até as medidas emergenciais adotadas para conter possíveis transmissões.

Segundo Adriana, o caso envolve um adolescente do sexo masculino, morador de Três Lagoas, que recebeu atendimento rápido após apresentar sintomas suspeitos. A agilidade da família, de médicos e das equipes hospitalares foi determinante para o sucesso da ação.

Caso de meningite meningocócica mobilizou força-tarefa da Saúde e acendeu alerta em Três Lagoas. Vigilância Epidemiológica agiu rápido para evitar novos casos.

“Assim que houve a suspeita, nós já fomos acionados. A meningite meningocócica é uma doença de notificação imediata. Antes mesmo da confirmação laboratorial, a Vigilância já inicia todo o protocolo preventivo”, explicou.

A coordenadora revelou que o município acionou imediatamente o Lacen (Laboratório Central de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, para confirmação do diagnóstico, enquanto as equipes locais já organizavam a chamada quimioprofilaxia, medicação preventiva aplicada em familiares, colegas e pessoas que tiveram contato direto com o paciente.

AÇÃO RÁPIDA EVITOU NOVOS CASOS

De acordo com Adriana, o trabalho estratégico realizado pela Vigilância Epidemiológica praticamente elimina o risco de novos casos secundários. “Quando a gente age rápido e administra corretamente a medicação recomendada pelo Ministério da Saúde, a chance de transmissão cai drasticamente”, destacou.

Ela explicou que a bactéria meningocócica pode permanecer na boca e no nariz de pessoas sem apresentar sintomas, permitindo transmissão silenciosa. “A pessoa pode não estar doente, mas pode carregar a bactéria e transmiti-la conversando, tossindo ou em contato próximo”, alertou.

Adriana fez questão de destacar a atuação de um médico particular que acompanhava o adolescente e percebeu rapidamente a gravidade da situação. Segundo ela, o profissional entrou em contato antecipadamente com o hospital, orientando a equipe sobre os cuidados necessários antes mesmo da chegada do paciente.

“Foi uma atitude sensacional. Graças a isso, não houve necessidade de fazer quimioprofilaxia em profissionais do hospital. Isso mostra como profissionais preparados fazem toda diferença”, afirmou.

PACIENTE ESTÁ BEM E DEVE RECEBER ALTA

Apesar da gravidade da doença, a coordenadora informou que o adolescente respondeu bem ao tratamento e apresenta evolução positiva. “A família colaborou muito conosco em toda a investigação epidemiológica. Hoje o paciente está bem, devidamente tratado e com previsão de alta”, informou.

Ação rápida da Vigilância Epidemiológica, hospitais e família foi decisiva para controlar o caso de meningite meningocócica.

Ela também esclareceu que o isolamento hospitalar foi necessário apenas nas primeiras 24 horas após o início do antibiótico. “Depois desse período, o risco de transmissão praticamente deixa de existir”, explicou.

VACINA EXISTE, MAS NÃO ESTÁ DISPONÍVEL NA REDE PÚBLICA

Outro ponto que chamou atenção durante a entrevista foi a revelação de que o adolescente possuía todo o calendário vacinal em dia, mas não havia recebido a vacina contra a meningite meningocócica do tipo B, conhecida como Meningo B.

Segundo Adriana, atualmente essa vacina está disponível apenas na rede privada. “A mãe sempre manteve todas as vacinas do filho em dia. Infelizmente, a única que ele não tinha era justamente a Meningo B”, disse.

A coordenadora ainda esclareceu que existem diversos tipos de meningite, bacterianas, virais e fúngicas e que nem todas são transmissíveis.

Ela alertou ainda que infecções aparentemente simples, como sinusite e otite, podem evoluir para meningite se não forem tratadas adequadamente. “Muitas meningites bacterianas surgem de infecções mal cuidadas. Uma otite, por exemplo, pode evoluir e atingir as meninges”, explicou.

Adriana garantiu que o município possui protocolos definidos para agir rapidamente diante de qualquer nova suspeita. “Nosso trabalho é proteger a população. E se houver necessidade, estaremos prontos para agir novamente”, concluiu.

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