A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma investigação policial nesta quinta-feira (21), durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, conhecido como PCC. A ação teve como foco movimentações financeiras milionárias atribuídas à facção criminosa, considerada uma das maiores do país.
Segundo as investigações, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau teria sido utilizada para ocultar recursos provenientes das atividades criminosas da organização. Além de Deolane, os mandados também atingiram familiares de Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder máximo da facção e atualmente preso. Outro nome citado na investigação é Everton de Souza, identificado pelas autoridades como operador financeiro do grupo criminoso.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, Deolane estava em Roma nas últimas semanas e chegou a ter o nome inserido em alerta internacional. Ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20), um dia antes da operação ser deflagrada. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência da influenciadora em Barueri. Até o momento, a defesa da influenciadora não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.
Essa não é a primeira vez que Deolane enfrenta problemas com a Justiça. Em 2024, ela já havia sido presa durante a chamada Operação Integration, que investigava lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais envolvendo influenciadores digitais e casas de apostas. Nas redes sociais, a nova operação rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do país, dividindo opiniões entre críticas, memes e manifestações de apoio à influenciadora. O caso segue sob investigação das autoridades paulistas.


