Mato Grosso do Sul registrou queda na informalidade no mercado de trabalho e alcançou a terceira menor taxa do Brasil no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo IBGE, por meio da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o índice ficou em 29,8%.
O levantamento mostra que o Estado apresentou avanço na formalização do emprego, ficando entre os melhores desempenhos do país no período analisado. O resultado reforça o crescimento das vagas com carteira assinada e a ampliação das oportunidades formais em diferentes setores da economia sul-mato-grossense.
A pesquisa do IBGE acompanha indicadores do mercado de trabalho em todo o país e aponta que Mato Grosso do Sul segue acima da média nacional em geração de empregos formais e redução da informalidade.
Conforme os dados do IBGE, Mato Grosso do Sul encerrou o primeiro trimestre de 2026 com cerca de 425 mil trabalhadores atuando na informalidade. O número corresponde a 29,8% da população ocupada no Estado e representa uma redução de 3,6% na comparação com o trimestre anterior, quando havia 441 mil pessoas nessa situação.
Na prática, o levantamento aponta que aproximadamente 16 mil trabalhadores deixaram a informalidade no período analisado, refletindo avanço na formalização do mercado de trabalho sul-mato-grossense.
Para compor a taxa de informalidade, a Pnad considera trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, empregados domésticos sem registro, empregadores sem CNPJ, profissionais autônomos sem cadastro empresarial e também trabalhadores familiares auxiliares.
Entre os trabalhadores informais de Mato Grosso do Sul, o maior grupo segue sendo o de profissionais que atuam por conta própria sem registro no CNPJ. No primeiro trimestre de 2026, esse segmento totalizou 206 mil pessoas, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando o número era de 208 mil trabalhadores.
Por outro lado, os empregados do setor privado sem carteira assinada apresentaram queda mais expressiva. O total recuou de 153 mil para 143 mil pessoas, o que representa redução de 6,5% no período analisado.
O levantamento também apontou diminuição no número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada. O contingente caiu de 60 mil para 54 mil pessoas, registrando retração de 10% em comparação ao trimestre anterior.
No segmento de empregadores sem CNPJ, os números permaneceram praticamente estáveis. O levantamento apontou 13 mil pessoas nessa condição no primeiro trimestre de 2026, frente às 14 mil registradas no trimestre anterior.
Já entre os trabalhadores familiares auxiliares, houve crescimento no período analisado. O total passou de 7 mil para 9 mil pessoas, indicando aumento de 2%.
Mesmo com a elevação da taxa de desemprego nos primeiros meses do ano, reflexo principalmente do fim de vagas temporárias, Mato Grosso do Sul continua entre os estados com menores índices de desocupação do Brasil. Além disso, o Estado também se destaca por apresentar uma das menores taxas de informalidade do mercado de trabalho no país.


