Denúncia aponta uso frequente de fogo e descarte de lixo doméstico em área protegida, onde vistoria encontrou seis focos de queima
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para apurar possível dano ambiental causado por queimadas irregulares em uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada às margens do rio Sucuriú, em Três Lagoas. A medida foi adotada pela 4ª Promotoria de Justiça do município e divulgada em portaria publicada no Diário Oficial da instituição.
A investigação teve início após denúncia encaminhada à Polícia Militar Ambiental, relatando a prática recorrente de queima de folhas, galhos e resíduos sólidos no local, incluindo lixo doméstico.
Durante vistoria realizada em dezembro de 2025, agentes identificaram seis focos de incêndio dentro da propriedade. Segundo o relatório, quatro eram recentes e dois antigos, estes cobertos com areia, o que pode indicar tentativa de esconder vestígios das queimadas.
Os fiscais também constataram risco de propagação das chamas para a vegetação próxima, formada por espécies características do bioma Mata Atlântica, aumentando a gravidade da situação ambiental.
Com base nas informações levantadas, o Ministério Público abriu o procedimento para aprofundar a apuração, identificar responsáveis e adotar medidas cabíveis em caso de confirmação de irregularidades.
Áreas de Preservação Permanente são espaços legalmente protegidos e têm função essencial na conservação dos recursos hídricos, estabilidade do solo, biodiversidade e equilíbrio ambiental.


