Geral – 18/02/2013 – 13:02
O ex-seminarista Gil Rugai, de 29 anos, é acusado de matar o pai Luiz Carlos Rugai, e a madrasta Alessandra de Fátima Troitino. O crime ocorreu por volta das 21h30 do dia 28 de março de 2004. Além do homicídio, Gil Rugai também é acusado do estelionato, e será julgado nesta segunda-feira (18) por um júri popular no Fórum Criminal da Barra Funda.
O casal foi morto com 11 tiros na residência em que morava na Rua Atibaia, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo.
No mesmo processo pelo homicídio, Gil Rugai responde ainda a acusação de ter dado um desfalque de mais de R$ 100 mil, em valores da época, à empresa do pai. Razão pela qual havia sido expulso do imóvel cinco dias antes do crime. Ele cuidava da contabilidade da ‘Referência Filmes’.
A Promotoria diz ter como provas: a arma do crime, achada no prédio onde Gil Rugai mantinha um escritório e uma pegada na porta da casa das vítimas que foi arrombada pelo assassino.
O julgamento de Gil Rugai já foi adiado por duas vezes, em 2011 e 2012, por causa de pedidos da defesa, que solicitou à Justiça a realização de um novo exame de DNA do sangue recolhido na cena do crime e do acusado. Além disso, pediu esclarecimentos de um perito.
Casa onde ocorreu crime em Perdizes, na Zona
Oeste de SP (Foto: Arquivo/Kleber Tomaz/G1)
Uma das testemunhas, o vigilante Domingos Ramos de Oliveira Andrade, relatou no processo que viu Gil Rugai e uma outra pessoa não identificada saírem juntos da casa das vítimas na noite do crime.
A Polícia Civil, no entanto, só conseguiu apontar o estudante como o principal e único suspeito pelos assassinatos. A única pessoa investigada como suposta comparsa de Gil Rugai foi Maristela Greco, mãe do estudante. Mas como ela apresentou um álibi que convenceu os investigadores e foi descartada a participação dela no crime.
Gil Rugai chegou a ficar preso entre 2004 e 2006, mas teve a liberdade concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 9 de setembro de 2008, no entanto, ele voltou à cadeia depois de ter o pedido de liberdade provisória revogado a pedido do Ministério Público, por ter mudado de cidade sem avisar o juiz. A defesa recorreu e o estudante foi solto em 10 de fevereiro de 2010.
Atualmente, o réu mora com a avó materna, Conceição, em uma casa no bairro do Sumarezinho. Procurados recentemente na residência, uma empregada afirmou que nenhum dos dois morava no local. Vizinho dizem que ele não estuda mais Teologia e nem trabalha. Sua rotina ser resumiria a ir à missa todos dias.
O acusado Gil Rugai chega ao Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Rugai é acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino. (Foto: André Lessa/Estadão Conteúdo)
Fonte: G1 Notícias


