O calendário da Previdência Social em 2026 consolida uma mudança importante na rotina dos beneficiários: a inversão do ônus da prova de vida. Se antes aposentados e pensionistas precisavam se deslocar até bancos ou agências para comprovar que estavam vivos, agora a responsabilidade é do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que utiliza o cruzamento de dados para realizar essa verificação de forma automática.
Apesar de continuar obrigatória para todos os segurados, incluindo beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a prova de vida tornou-se praticamente “invisível” para a maioria. Isso porque o sistema considera atividades recentes do cidadão, realizadas nos últimos 10 meses, como evidências de vida. Entre elas estão atendimentos no SUS, vacinação, emissão ou renovação de documentos como RG e CNH, participação em eleições e acessos à conta no portal Gov.br.
Outras ações do dia a dia também ajudam na validação automática. Transações bancárias com uso de biometria, bem como a contratação de empréstimos consignados com reconhecimento facial, são exemplos de interações que alimentam as bases de dados do governo. Com isso, a necessidade de comparecimento presencial para a prova de vida se torna cada vez mais rara.
O processo de verificação segue um calendário individual, baseado no mês de aniversário do beneficiário. O INSS tem um prazo de até 10 meses para localizar registros que comprovem atividade, contando a partir da última prova de vida processada. Caso não sejam encontrados dados suficientes nesse período, o órgão inicia um protocolo de convocação, notificando o segurado por meio do aplicativo Meu INSS, da Central 135 ou do banco responsável pelo pagamento.
Se houver convocação, o beneficiário terá 60 dias para realizar a prova de vida de forma ativa. O não cumprimento desse prazo leva ao bloqueio do benefício, e, após mais 30 dias sem regularização, à suspensão do pagamento. O INSS também alerta para golpes: o órgão não solicita envio de dados pessoais por mensagens ou links. A recomendação é buscar informações apenas pelos canais oficiais, como o telefone 135 ou o site meu.inss.gov.br.
Com informações Agência Brasil


