26.1 C
Três Lagoas
segunda-feira, 13 de abril, 2026

Menino de 12 anos morre ao prender a respiração em piscina

Internacional – 15/02/2013 – 17:02

Jack MacMillan, um garoto australiano de 12 anos anos, morreu silenciosamente ao prender a respiração no fundo de uma piscina de 1 metro de profundidade no quintal de sua casa, a uma curta distância da mãe, que não o permitia nadar sem a supervisão de um adulto. As informações são do jornal The Age.

A tragédia aconteceu dois dias antes de Jack voltar às aulas, na tarde de 29 de janeiro, em Illawarra, no Estado da Nova Gales do Sul. A polícia, porém, apenas divulgou informações para a imprensa nesta quinta-feira. 

De acordo com as investigações, não havia qualquer sinal de que o garoto tenha se debatido ao se afogar. A polícia e a família acreditam que ele morreu ao tentar prender a respiração. Ele teria se concentrado tanto em permanecer no fundo da piscina que teria perdido a consciência. Quando seu corpo tentou respirar involuntariamente, seus pulmões se encheram de água – e não de ar – o que o levou a afogar sem resistência. 

A tia de Jack, Sharon Washbourne, iniciou uma campanha no país para alertar a população sobre o risco de “apagões debaixo d’água”. Segundo ela, mortes como a do sobrinho são comuns, mas geralmente ignoradas por serem registradas como simples afogamentos. 

“(Prender a respiração debaixo d’água) é uma coisa que todas as crianças fazem. Até adultos. Jack sabia das consequências do que fazia, mas não conseguiu se salvar. Há poucos segundos para que alguém salve uma pessoas nessas condições antes que o cérebro seja danificado e a morte por afogamento ocorra”, declarou Washbourne, que espera que a ministra australiana dos Esportes, Kate Lundy, apoie sua campanha e inicie uma conscientização nas escolas. 

Exaustão é um dos principais fatores que podem culminar com um “apagão” debaixo d’água. Segundo a família, Jack provavelmente já teria nadado por pelo menos meia-hora antes de morrer, sem conhecimento dos pais, que estavam em outra área do jardim, cuidando de outras filhas mais novas. Eles acreditam que o garoto tenha tentado permanecer o máximo de tempo sem respirar algumas outras vezes minutos antes.

A mãe do adolescente, Michelle MacMillan, classificou o filho como um “nadador apaixonado”, que já teria participado anteriormente de concursos de prender a respiração debaixo d’água com amigos. Ela acredita que não haveria risco de morte caso houvesse um adulto por perto.

“Ele me desobedeceu. Apenas permitia que nadasse com um adulto por perto. Quando compramos a casa, a sua primeira pergunta foi se havia uma piscina. Todos os dias ele me pedia para nadar. Algumas semanas antes da morte eu assistir uma competição entre eles e alguns amigos qua prendiam a respiração por alguns segundos no fundo da piscina. Nada aconteceu”, contou a mãe. 

“Quando o encontrei já estava morto, no fundo da piscina. Achei que estava brincando, foi muito rápido. Mesmo sendo superprotetora, é uma coisa que acontece”, completou. 

Diretor da Sociedade dos Salva-Vidas do Estado da Nova Gales do Sul, Michael Ilinsky defende uma campanha de conscientização sobre o assunto: “essas mortes geralmente são registradas como afogamento. Temos que ficar atentos, são mortes difíceis de serem identificadas”, analisou.

Fonte: Portal Terra

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Miss Três lagoas 2026

Na tarde do último sábado, 11 de abril, o Hotel OT foi palco de uma celebração especial: os 28 anos do tradicional concurso Miss...

Entrega de casas e celebração dos 50 anos de Cassiano Maia

O domingo (12) foi de intensa movimentação política e social em Três Lagoas, reunindo autoridades das esferas estadual, federal e municipal em uma agenda...

Força Tática prende suspeito com droga e munições no Jardim das Violetas

Ação terminou com apreensão de maconha, cocaína, munições e balança de precisão após denúncia de tráfico e disparos em via pública