Segunda fase da Operação Lucro Espúrio investiga desvios em contratos da UFMS voltados a alunos com necessidade financeira
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 09, a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, que investiga crimes de fraude em licitações, contratos administrativos e apropriação indevida de recursos públicos na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).
Os contratos visam o fornecimento de refeições subsidiadas pelo Governo a estudantes em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de estimular a permanência e o desempenho acadêmico.
Nesta etapa, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de sequestro, arresto e bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens de empresas e indiciados. Também foram aplicadas medidas cautelares pessoais alternativas à prisão e restrições como proibição de contratar com o Poder Público e suspensão de contratos vigentes, deferidas pelo Juízo Federal da 3ª Vara de Campo Grande.
Durante a primeira fase da operação, deflagrada em 28 de fevereiro de 2025, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no campus da UFMS em Três Lagoas e na residência de investigados, com apreensão de computadores, celulares e outros materiais que auxiliaram nas apurações. A investigação identificou indícios de que carteirinhas de alunos eram usadas de forma fraudulenta para simular aquisições de refeições subsidiadas, o que apontava para práticas de peculato e fraude em contratos públicos.
Esses elementos iniciais deram origem ao inquérito que agora, na segunda fase da Operação Lucro Espúrio, levou ao cumprimento de mais mandados e à adoção de medidas cautelares como o bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens de indiciados e empresas envolvidas, além de restrições de contratar com o poder público e suspensão de contratos vigentes.


