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Três Lagoas
sexta-feira, 27 de março, 2026

Passageiros denunciam falhas graves no transporte entre Três Lagoas e Andradina

Atrasos, ônibus quebrados e até falta de combustível geram revolta e levantam debate sobre fiscalização e responsabilidade da empresa responsável.

Usuários da linha interestadual entre Três Lagoas e Andradina têm relatado uma série de problemas recorrentes no serviço de transporte coletivo, gerando indignação e preocupação com a segurança. Entre as principais queixas estão atrasos frequentes, veículos com falhas mecânicas e até casos de ônibus que pararam durante o trajeto por falta de combustível.

Segundo passageiros, as falhas impactam diretamente a rotina de quem depende do serviço diariamente, como trabalhadores, estudantes e famílias. A linha é operada pela empresa Empresa de Transportes Adamantina.

Um dos episódios mais recentes, registrado em vídeo, mostra um ônibus parado no meio do percurso por falta de combustível, situação que gerou revolta entre os ocupantes. Além disso, também são frequentes relatos de superlotação em horários de pico e suspeitas de jornadas excessivas de trabalho por parte dos motoristas.

Diante das denúncias, cresce a cobrança por melhorias no serviço, especialmente considerando o valor da tarifa, considerado elevado por muitos usuários frente às condições oferecidas.

DIREITO DE IR E VIR E RESPONSABILIDADE

O transporte interestadual é, para muitos brasileiros, o principal meio de deslocamento entre cidades, garantindo um direito básico previsto na Constituição Federal de 1988. A operação dessas linhas é regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por autorizar, fiscalizar e exigir o cumprimento de normas pelas empresas concessionárias.

Entre as obrigações das empresas estão a manutenção adequada dos veículos, o cumprimento de horários, a garantia da segurança dos passageiros e o respeito às leis trabalhistas dos motoristas.

FISCALIZAÇÃO E DESAFIOS

A fiscalização do transporte envolve diversos órgãos, como a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho. Ainda assim, especialistas apontam que falhas no controle podem permitir situações de risco, como veículos em más condições e motoristas submetidos à fadiga.

Outro ponto crítico é a superlotação, que compromete não apenas o conforto, mas também a segurança em caso de emergências.

COBRANÇA POR SOLUÇÕES

Mesmo sendo um serviço regulado em nível federal, autoridades locais e estaduais também podem atuar na busca por melhorias, seja por meio de denúncias, articulações políticas ou investimentos em infraestrutura.

Com a proximidade de períodos importantes, o tema ganha ainda mais relevância. Para especialistas, o momento é oportuno para que a população cobre propostas concretas e avalie o compromisso de seus representantes com a qualidade do transporte público.

Enquanto isso, usuários seguem enfrentando dificuldades no dia a dia e aguardam providências que garantam um serviço mais seguro, eficiente e digno.

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