Morte de Aleandro de Souza Dias é apontada como infarto, porém circunstâncias do caso ainda serão investigadas.
Um detento foi encontrado morto na noite desta quarta-feira, 18, na Penitenciária de Três Lagoas. Por volta das 23 horas, policiais penais foram acionados por outros internos após um custodiado ser localizado desacordado dentro do alojamento. Imediatamente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamado, mas, ao chegar ao local, a equipe médica constatou o óbito.
A área foi isolada para preservação da cena, e a perícia técnica foi acionada, com acompanhamento de um delegado da Polícia Civil. As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas.
Uma das suspeitas iniciais é de que o detento tenha sofrido um infarto. No entanto, elementos observados no local levantaram dúvidas e ampliaram a linha de investigação. Segundo avaliação preliminar, o corpo apresentava sinais de rigidez e baixa temperatura, características compatíveis com morte ocorrida há mais tempo.
O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), onde passará por exame necroscópico que deverá apontar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias do caso.
O detento foi identificado como Aleandro de Souza Dias, conhecido como “Bolacha”. Ele cumpria pena de 24 anos e 11 meses em regime fechado pela morte de William Alexandre Furniel Dionizio, de 26 anos, crime ocorrido em agosto de 2021, no bairro Jardim Oiti. Na época, Aleandro e outro acusado foram condenados por homicídio triplamente qualificado, cometido com uso de meio cruel e por motivo considerado fútil. A vítima foi encontrada degolada em via pública.
Em nota enviada à Rádio Caçula, a AGEPEN (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que os policiais penais foram acionados por internos após a constatação de que um custodiado se encontrava desacordado no alojamento, destacando ainda que o Samu foi chamado imediatamente, mas ao chegar ao local, constatou o óbito. A agência ressaltou que a cela foi isolada para preservação da cena e que as circunstâncias da morte seguem sob investigação.


