Especialistas alertam que o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, pode se reproduzir mesmo em períodos de estiagem.
Com a aproximação do período de estiagem, geralmente a partir de maio, muitas pessoas acreditam que o risco de proliferação do mosquito da dengue diminui. No entanto, especialistas alertam que o Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya, continua encontrando condições favoráveis para se reproduzir mesmo em períodos de pouca chuva.
Uma das principais características do ciclo do mosquito é a alta resistência dos ovos. Eles são depositados nas paredes de recipientes que podem acumular água, como vasos de plantas, baldes, garrafas, pneus e caixas d’água. Mesmo em ambientes secos, esses ovos podem permanecer viáveis por até um ano, aguardando apenas o contato com a água para iniciar o processo de eclosão.
Quando entram novamente em contato com a água, seja por chuva, limpeza de quintais ou enchimento de recipientes, os ovos podem se transformar em larvas rapidamente. Em condições favoráveis, todo o ciclo de desenvolvimento do mosquito, do ovo até a fase adulta, pode ocorrer em apenas 7 a 10 dias.
Outro fator que exige atenção durante o período de seca é o aumento do armazenamento de água nas residências. Tonéis, tambores e caixas d’água utilizados sem vedação adequada podem se tornar criadouros ideais para o mosquito.
De acordo com as equipes de vigilância em saúde, as larvas se desenvolvem exclusivamente em água parada, o que torna essencial eliminar qualquer recipiente que possa acumular água.
A prefeitura reforça que o combate ao mosquito depende da colaboração da população. O setor de Endemias orienta que os moradores realizem vistorias semanais nos quintais, mantenham caixas d’água bem vedadas, descartem corretamente materiais inservíveis e evitem qualquer tipo de acúmulo de água. Mesmo durante a estiagem, a prevenção continua sendo a principal arma no enfrentamento da dengue.


