Aline Oliveira, da SMS explicou que parceria entre município, Estado e CER busca agilizar atendimento de pacientes que necessitam de equipamentos de reabilitação e evitar deslocamentos até Campo Grande
Durante participação no Café da Manhã da 96 Caçula desta terça-feira, 10, a representante de Relações Institucionais da Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas, Aline Oliveira, destacou uma importante parceria que busca ampliar o acesso da população a serviços de reabilitação. A iniciativa envolve a realização de uma oficina ortopédica itinerante no município para atender pacientes que necessitam de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.
A ação é resultado de uma parceria entre a prefeitura de Três Lagoas, o Governo do Estado e o Centro Especializado em Reabilitação (CER), com apoio da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). O objetivo é facilitar o acesso de pacientes que teriam que se deslocar até Campo Grande para avaliações e medições dos equipamentos.
Segundo Aline Oliveira, o serviço itinerante atende principalmente pessoas que passaram por amputações, sofreram sequelas de AVC ou possuem condições como paralisia cerebral, além de pacientes que necessitam de cadeiras de rodas, bengalas ou muletas. “A oficina vem justamente para atender pacientes que têm dificuldade de chegar até Campo Grande. Aqui são feitas avaliações, medições e encaminhamentos para a confecção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção”, explicou.

Para esta edição da oficina ortopédica itinerante, cerca de 80 pacientes devem ser atendidos em Três Lagoas. De acordo com Aline, cada paciente pode realizar mais de um procedimento, dependendo da necessidade clínica. “Temos casos em que uma mesma pessoa precisa de mais de um equipamento, como órteses para membros diferentes. Por isso, um paciente pode realizar vários procedimentos dentro desse atendimento”, destacou.
A iniciativa também contribui para reduzir a necessidade de transporte de pacientes até a capital, o que muitas vezes exige deslocamento em ambulâncias e envolve custos e dificuldades logísticas.
Em Três Lagoas, o atendimento especializado é realizado pelo CER, que conta com duas unidades no município. O centro atende pessoas com deficiência física, intelectual e também pacientes com transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo.
Segundo dados apresentados durante a entrevista, o CER realizou mais de 1.300 consultas em 2025 e mantém uma média de cerca de 320 novos pacientes atendidos por mês. O serviço é referência para toda a região do Bolsão, recebendo pacientes de aproximadamente 14 municípios.
Aline explicou que o atendimento no CER ocorre por meio do sistema de regulação para a maioria dos serviços, porém alguns atendimentos específicos, como a solicitação de órteses, próteses e equipamentos de locomoção, podem ser iniciados diretamente na unidade.

Outro ponto destacado foi o esforço para reduzir o tempo de espera por atendimento. No ano passado, cerca de 500 pacientes aguardavam avaliação no serviço. Atualmente, esse número caiu para pouco mais de 300. “Estamos trabalhando em parceria com a equipe do CER para ampliar o número de avaliações e atendimentos. A fila ainda existe, mas já conseguimos reduzir bastante e continuar avançando no atendimento da população”, afirmou.
A representante da Secretaria Municipal de Saúde reforçou que o serviço é essencial para garantir qualidade de vida e autonomia a pacientes que dependem de equipamentos de reabilitação. “O objetivo é garantir que essas pessoas tenham acesso ao atendimento e aos equipamentos necessários para retomar suas atividades e ter mais qualidade de vida”, concluiu.


