Andréa Freire, coordenadora do evento destacou sobre os concursos literários, batalhas de rimas e cinema de um minuto como pilares do evento
O Festival da Juventude 2026 já está com inscrições abertas para seus concursos culturais e deve repetir o sucesso da primeira edição, realizada em 2024. A expectativa é reunir cerca de 5 mil pessoas entre os dias 26 e 28 de março, na Cidade Universitária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.
Em entrevista ao Café da Manhã, da 96 Caçula, a coordenadora geral do evento, Andréa Freire, destacou que os concursos são o “coração pulsante” do festival. “A base do festival é a literatura, a partir dos concursos de conto, crônica e poesia, além da batalha de rima e do concurso audiovisual ‘um minuto de cinema inspirado na literatura’”, explicou.
Segundo Andréa, o evento vai além das competições. A programação inclui oficinas, espetáculos teatrais, shows musicais, feira e troca de livros, doações e palestras com escritores renomados do Brasil e de Mato Grosso do Sul. “É um encontro da juventude com a cultura, com acesso totalmente gratuito”, ressaltou.
O concurso literário é voltado a jovens de 15 a 24 anos, divididos em duas faixas etárias: 15 a 18 e 19 a 24 anos. Cada categoria, conto, crônica e poesia premiará o primeiro colocado com R$ 2.500. Além disso, os três melhores textos de cada modalidade serão publicados em uma antologia oficial do festival. “O livro é um registro do pensamento da nossa juventude. É uma forma de eternizar o que esses jovens estão refletindo sobre o mundo”, afirmou a coordenadora.
Já a batalha de rima selecionará 16 participantes por meio de vídeos enviados na inscrição. Eles disputarão as fases presenciais durante o festival, com premiação de R$ 2.500 ao vencedor. Andréa destacou que já há inscritos de Três Lagoas. “É muito importante essa participação do interior. Queremos jovens de todo o Estado.” O desafio audiovisual também premiará com R$ 2.500 o melhor microfilme de até um minuto, inspirado na literatura.
Para Andréa Freire, o festival também cumpre o papel de aproximar os jovens da produção cultural do Estado. “Mato Grosso do Sul é rico culturalmente, mas nem sempre essa produção chega ao público. O festival é uma oportunidade de acesso gratuito a essa cultura vibrante”, destacou.
Ela reforçou que o evento busca valorizar a universidade como espaço público e acessível, aproximando estudantes da rede pública, privada e jovens das periferias. “Muitos não sabem, por exemplo, que a UFMS tem curso de cinema. O festival também revela essas possibilidades.”
Além das atrações culturais, a programação contará com o Fórum das Juventudes, realizado em parceria com a Subsecretaria Estadual da Juventude, ligada à Secretaria de Estado da Cidadania. O espaço promoverá debates sobre saúde mental, política, oportunidades, relações sociais e outros temas que impactam o cotidiano juvenil.
“O fórum é o momento do diálogo, do olho no olho, da construção coletiva. A juventude precisa desse espaço de escuta e reflexão”, afirmou Andréa. A programação completa será divulgada nos próximos dias no site oficial do evento. A entrada é gratuita.
Ao final da entrevista, Andréa agradeceu o espaço e convidou os jovens de Três Lagoas a participarem. “O festival é feito para eles. Queremos ver a juventude do interior ocupando esse espaço e mostrando sua força criativa.”


