30.7 C
Três Lagoas
segunda-feira, 22 de junho, 2026

Recessão na Europa poderá acabar em 2012

Economia – 02/02/2012 – 11:02

A zona do euro deverá sair gradualmente da sua recessão moderada no segundo semestre deste ano e no início de 2013, mas os riscos continuam, afirmou hoje a Standard & Poor’s. “Os principais países deverão conduzir o caminho para o crescimento, com outros países membros apresentando desempenho divergente”, afirmou o economista da S&P Jean-Michel Six em um comunicado. “Nós acreditamos que a escala continua a se inclinar na direção de uma recessão moderada e um lento retorno ao crescimento, embora os riscos de um desfecho mais sombrio não tenham diminuído ainda”, disse Six.

A S&P afirmou que, de acordo com sua previsão para 2012 e 2013, espera um crescimento estável do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro como um todo e uma expansão de 1% em 2013. A agência afirmou que atribui uma probabilidade de 60% para a previsão, e uma chance de 40% para uma previsão alternativa de “uma verdadeira dupla recessão”. “Isso terá um impacto adverso, particularmente, em países como a Espanha, Portugal e Itália”, disse a agência.

A S&P citou três fatores que determinarão a profundidade da atual desaceleração na zona do euro: como a demanda dos mercados emergentes será nos próximos trimestres; como os consumidores europeus reagem às renovadas incertezas, como o aumento do desemprego e preocupações sobre a crise da dívida soberana, e como os governos europeus e, especialmente, o Banco Central Europeu (BCE) restaurará a confiança dos investidores nos mercados de capitais nos próximos trimestres.

Já a agência de classificação de risco Fitch divulgou hoje um relatório no qual afirma que uma pesquisa realizada com investidores europeus, que gerenciam quase US$ 7,1 trilhões em ativos de renda fixa, mostra a ligação muito forte que eles fazem entre a crise bancária na zona do euro e a unidade política do bloco.

“Metade dos entrevistados afirma que somente uma resolução da zona do euro tornará os bancos um investimento atrativo novamente”, explica Monica Insoll, diretora-gerente do grupo de Pesquisa do Mercado de Crédito da Fitch. “Iniciativas importantes – como aumento de capital, clareza sobre as novas legislações e limites sobre os ativos para colaterização de dívida – não vão, sozinhas, resolver o problema”, acrescenta.

Uma parcela de 36% dos entrevistados afirma que, além das resoluções adotadas pela zona do euro, outras medidas específicas serão necessárias para resolver a crise. Somente 10% dos entrevistados acreditam que basta um aumento de capital para restaurar o status de crédito dos bancos e os tornar novamente atrativos para investidores de renda fixa. E um porcentual ainda menor, de apenas 3%, afirma que uma maior clareza sobre as novas legislações seria suficiente para combater a crise bancária. Nenhum dos ouvidos pensa que a simples imposição de um limite sobre a proporção de ativos que podem ser usados como colaterais para dívidas garantidas seria suficiente. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

VÍDEO: Misto estreia hoje na Série B em busca do retorno à elite do futebol sul-mato-grossense

O Misto Esporte Clube, tradicional "Carcará da Fronteira", faz sua estreia nesta segunda-feira (22), no Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série B. A equipe de Três...

Tempo fecha em Três Lagoas nesta segunda-feira e temperaturas devem cair

O tempo mudou rapidamente em Três Lagoas na tarde desta segunda-feira (22). Nuvens carregadas avançaram sobre o município, deixando o céu encoberto e aumentando...

IBGE abre concursos com 9,6 mil vagas temporárias; veja como concorrer

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com dois processos seletivos abertos que, juntos, oferecem 9.652 vagas temporárias em todo o país....