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segunda-feira, 23 de fevereiro, 2026

Alzheimer avança no Brasil e especialistas reforçam importância do diagnóstico precoce e prevenção

Com cerca de 2 milhões de pessoas afetadas no país, doença tende a crescer com o envelhecimento da população

O número de pessoas com Alzheimer deve crescer significativamente nas próximas décadas no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de brasileiros convivem atualmente com a doença, e a previsão é que esse total possa triplicar até 2050. Embora seja a forma de demência mais conhecida, existem mais de 100 tipos de demências, condições que afetam memória, raciocínio e comportamento.

Segundo o chefe da Geriatria do Hospital Universitário de Brasília, Marco Polo, o aumento dos casos está diretamente ligado ao envelhecimento populacional. “A demência não está contaminando ou sendo transmitida entre as pessoas. A demência aumenta porque a população envelhece”, explica.

O geriatra Otávio Castello destaca que o diagnóstico precoce é fundamental para planejamento familiar e organização dos cuidados futuros. “Isso precisa ser feito de forma amorosa e acolhedora, mas precisa ser feito”, orienta.

O Alzheimer pode se manifestar de forma precoce, antes dos 60 anos, embora seja mais comum em idosos. O reconhecimento inicial dos sintomas, como alterações de comportamento, lapsos de memória e dificuldade de raciocínio, pode acelerar o acesso ao tratamento e aos cuidados adequados.

Para familiares, o impacto emocional costuma ser intenso, já que a doença provoca perda progressiva da autonomia e da identidade cognitiva do paciente. Especialistas ressaltam que o preparo psicológico da família é tão importante quanto o tratamento clínico.

Pesquisas indicam que hábitos saudáveis podem reduzir o risco de demência ou retardar sua progressão. Entre os principais fatores protetores estão atividades físicas regulares, interação social, estímulo intelectual e sensação de utilidade na vida cotidiana.

“Se uma pessoa quer ter uma velhice saudável, ela precisa se sentir útil”, reforça Otávio Castello.

Além dos sintomas cognitivos, estudos recentes investigam sinais físicos associados ao início da demência, como perda de força muscular, redução do apetite e lentificação da marcha.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Alzheimer no Distrito Federal, Juliana Martins Pinto, esses sinais podem ajudar na identificação precoce da doença, ampliando as possibilidades de intervenção.

O envelhecimento populacional também traz desafios para o sistema de saúde e assistência social. O secretário da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, ressalta que é essencial garantir cuidados adequados em diferentes realidades sociais.

“Como é tratar pessoas com demência que moram na região rural, em favelas ou em áreas vulneráveis? Tudo isso demanda várias formas de cuidado da sociedade”, afirma.

Especialistas reforçam que, apesar de ainda não haver cura para o Alzheimer, o diagnóstico precoce, o acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida podem contribuir para melhor qualidade de vida e maior autonomia por mais tempo.

com informações agência Brasil

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