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sexta-feira, 20 de fevereiro, 2026

Mato Grosso do Sul registra menor taxa de desemprego da história, aponta IBGE

Estado fechou 2025 com desocupação de 2,4%, segunda menor do país, e queda na informalidade

O Mato Grosso do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com a menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no estado ficou em 2,4%, uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

O índice é o segundo menor do país, ao lado de Mato Grosso e Goiás (2,4%), ficando atrás apenas de Santa Catarina (2,2%). No Brasil, a taxa média foi de 5,1%.

Em números absolutos, o estado possui 2,29 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Desse total, 1,47 milhão estão na força de trabalho e 1,43 milhão estão ocupadas, enquanto apenas 36 mil pessoas estavam desocupadas no período. A taxa anual também apresentou queda, passando de 3,9% em 2024 para 3,0% em 2025.

Na Capital, Campo Grande, a taxa de desocupação foi de 3,1%, a quarta menor entre as capitais brasileiras.

Os dados mostram ainda redução na informalidade. Mato Grosso do Sul registrou 441 mil pessoas trabalhando de forma informal, o que representa 30,8% da população ocupada — a sexta menor taxa entre as unidades da federação. No Brasil, a média foi de 37,6%.

O rendimento médio real de todos os trabalhos no estado ficou em R$ 3.693, considerado estável. No trabalho principal, a média foi de R$ 3.581, o nono maior valor entre os estados.

Apesar dos indicadores positivos, a pesquisa evidencia desigualdades salariais. Homens recebem, em média, R$ 4.094, enquanto mulheres ganham R$ 3.175 — diferença de 22,5%. Também há disparidade por raça: pessoas brancas recebem em média R$ 4.499, enquanto pessoas pardas recebem R$ 3.126 e pessoas pretas R$ 3.162.

A escolaridade também influencia diretamente os rendimentos. Trabalhadores com ensino superior completo recebem, em média, R$ 5.960, mais que o dobro daqueles com apenas ensino médio completo, cuja média é de R$ 2.966.

Entre os setores de atividade, os maiores rendimentos estão na administração pública (R$ 4.918) e nas áreas de informação e finanças (R$ 4.662). Já os menores valores aparecem nos serviços domésticos (R$ 1.491) e nas ocupações elementares (R$ 1.768).

Os dados reforçam o cenário de crescimento do mercado de trabalho no estado, com redução do desemprego e da informalidade, embora ainda persistam desafios relacionados à desigualdade de renda.

com informações jornal Midiamax


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