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quarta-feira, 18 de fevereiro, 2026

Casos de chikungunya crescem em Mato Grosso do Sul e chegam a média de 8 confirmações por dia

Boletim da Secretaria de Saúde aponta 367 casos confirmados nos primeiros 48 dias do ano, cidades do interior concentram maior incidência da doença

Os casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul apresentaram aumento nos primeiros 48 dias de 2026, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES). Até o momento, foram confirmados 367 casos da doença e registrados 1.061 casos prováveis no Estado.

A média é de aproximadamente oito confirmações por dia desde 1º de janeiro. Em comparação com o mesmo período de 2025 quando havia 481 casos prováveis até 8 de fevereiro o número de suspeitas praticamente triplicou neste ano.

Os municípios com maior incidência são Fátima do Sul, Vicentina, Sete Quedas e Jardim, todos com mais de 300 casos por 100 mil habitantes. No panorama geral, a incidência estadual é de 38,5 casos por 100 mil habitantes, índice considerado baixo pelas autoridades de saúde. Sete gestantes testaram positivo para a doença e não houve registro de mortes até agora.

A SES reforçou as medidas de prevenção durante o período de Carnaval, quando há aumento da circulação de pessoas e maior produção de resíduos, fatores que contribuem para a proliferação do mosquito transmissor da doença.

Segundo a gerente de Doenças Endêmicas da pasta, Jéssica Klener, a população deve redobrar os cuidados, especialmente com o descarte correto do lixo e a eliminação de recipientes que possam acumular água parada. Já o coordenador de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, destacou que objetos simples, como copos plásticos e latas descartadas nas ruas, podem se transformar rapidamente em criadouros do mosquito.

Para quem permanece em casa durante o feriado, a orientação é vistoriar quintais e áreas internas das residências, verificando calhas, ralos, vasos de plantas, garrafas, baldes, lonas e caixas d’água. De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, mais de 70% dos focos do mosquito são encontrados em ambientes domiciliares, o que torna a participação da população fundamental no controle das arboviroses.

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e tem como principais sintomas febre, dor de cabeça e dores intensas nas articulações. O tratamento é sintomático, com recomendação de hidratação e uso de analgésicos como paracetamol ou dipirona, conforme orientação médica.

A doença pode evoluir em três fases: aguda (de 5 a 14 dias), pós-aguda (até três meses) e crônica, quando os sintomas persistem por mais de 90 dias. Anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides e ácido acetilsalicílico não são recomendados na fase inicial.

As principais medidas de combate ao mosquito incluem evitar água parada em recipientes, manter caixas d’água bem fechadas, tampar ralos, armazenar pneus em locais cobertos, realizar manutenção de piscinas e utilizar repelentes. Estratégias como fumacê e o método Wolbachia também fazem parte das ações de controle do vetor.

com informações Correio do Estado

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