Medida visa atender demanda nacional de energia e pode elevar temporariamente nível do Rio Paraná
A Companhia Energética de São Paulo (CESP) iniciou, na última quinta-feira, 12, a operação de aumento da vazão defluente da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, conhecida como Porto Primavera, localizada no Rio Paraná.
A medida segue determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em função das chuvas registradas na bacia do Paraná e da necessidade de reforço na geração de energia elétrica nos horários de maior consumo, conhecidos como ponta de carga.
De acordo com a companhia, o aumento da vazão será realizado de forma gradual e controlada, com variação média de 100 metros cúbicos por segundo (m³/s) a cada hora, até atingir 4.600 m³/s, patamar considerado a vazão mínima normal de operação da hidrelétrica.
Segundo Fernando Sestari, gerente do Centro de Operações da CESP, a ação busca restabelecer a vazão que já era praticada anteriormente. “Trata-se de uma operação determinada pelo ONS, visando retomar a vazão mínima que já era praticada normalmente pela hidrelétrica. A elevação irá colaborar para suprir a demanda nacional por energia”, destacou.
A expectativa é que o volume mínimo de 4.600 m³/s seja mantido até o final deste mês. No entanto, a vazão poderá atingir níveis superiores, caso haja nova orientação do ONS, dependendo das condições hidrológicas e do comportamento do sistema elétrico nacional.
A Usina Hidrelétrica Engenheiro Souza Dias, conhecida como UHE Jupiá, também localizada no Rio Paraná e situada entre Três Lagoas e Castilho (SP), integra o mesmo complexo hidrelétrico da região. Juntas, Porto Primavera e Jupiá desempenham papel estratégico no Sistema Interligado Nacional, contribuindo para a regulação da vazão do rio e para a estabilidade no fornecimento de energia ao país, especialmente em períodos de maior demanda.
Com o aumento da vazão, o nível do Rio Paraná, no trecho abaixo da usina, poderá sofrer elevações e variações temporárias. Diante disso, a CESP orienta que banhistas, pescadores e proprietários de embarcações redobrem a atenção às oscilações no nível da água, evitem áreas de maior correnteza e utilizem sempre os equipamentos de segurança obrigatórios.


