27.3 C
Três Lagoas
sábado, 31 de janeiro, 2026

Mato Grosso do Sul registra pior janeiro para incêndios florestais em uma década

Área queimada já ultrapassa 49 mil hectares e cenário pode se agravar com estiagem e influência do El Niño nos próximos meses

Mato Grosso do Sul vive o pior mês de janeiro dos últimos dez anos em relação aos incêndios florestais. De 1º a 27 de janeiro de 2026, o Estado contabilizou 49.434 hectares de vegetação atingidos pelo fogo, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, até então considerado o mais crítico da década para o mês, com 22.036 hectares queimados.

Os dados foram apresentados por meteorologistas do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) durante reunião do Centro Integrado de Comando e Controle (Cicoe/MS), realizada nesta quinta-feira (29). Para efeito de comparação, em 2020 — ano marcado pela maior catástrofe ambiental provocada por incêndios no Estado — a área queimada em janeiro foi de 15.050 hectares.

Diante do cenário alarmante, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, demonstrou preocupação e defendeu a mobilização imediata das equipes, além do reforço em ações de prevenção, controle e combate aos incêndios florestais.

Segundo Verruck, os impactos vão além dos danos ambientais e já refletem diretamente na economia do Estado, especialmente no setor agrícola. “Esses números refletem diretamente na safra, com impacto na produtividade. Quem conseguiu plantar a soja no início do período chuvoso escapou da estiagem. Já os produtores que plantaram mais tarde enfrentam agora a falta de chuvas justamente na fase de desenvolvimento dos grãos”, explicou.

O quadro é agravado pela irregularidade das chuvas. Em janeiro, o volume registrado foi cerca de 30% inferior à média histórica no Pantanal. Conforme o Cemtec, entre os dias 1º e 26 de janeiro, nenhuma das estações meteorológicas monitoradas no Estado atingiu os níveis esperados para o período.

Em regiões como a Serra do Amolar, em Corumbá, o déficit de chuvas chegou a 98%. No município de Paranaíba, na região do Bolsão, a redução foi ainda maior, com 99% abaixo do volume histórico.

Caso a estiagem persista, há risco de restrições em atividades na bacia do Rio Paraná, como irrigação e navegação, para preservar o funcionamento das usinas hidrelétricas. A preocupação aumenta diante da previsão de que, a partir de junho, o fenômeno El Niño passe a influenciar o clima, elevando as temperaturas em um período tradicionalmente seco, o que tende a aumentar ainda mais o risco de incêndios florestais.

Diante do cenário desfavorável, o secretário reforçou a necessidade de ações urgentes e da união entre governos estadual e federal, produtores rurais e a população. “Será difícil repetir o controle do ano passado, quando o clima ajudou com chuvas em abril. O desafio agora é alcançar o melhor resultado possível em um ano que já se mostra extremamente desfavorável”, concluiu.

Com informações Correio do Estado


Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Polícia Civil recupera dez cervejeiras furtadas em operação da SIG

Equipamentos avaliados em cerca de R$ 60 mil foram desviados de empresa de transporte, onde três pessoas poderão responder por receptação

Frente fria mantém instabilidade em Três Lagoas neste sábado

Cenário segue instável nos próximos dias, segundo informações do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul

Sessão solene em 3 de fevereiro abre oficialmente o ano legislativo na ALEMS

Cerimônia marca a instalação da 4ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura e contará com mensagem do governador Eduardo Riedel A Assembleia Legislativa de Mato Grosso...