Em resposta à Caçula, secretaria afirmou que profissional havia entrado em período regular de férias, o que impediu a medida imediata
Um caso que provocou forte repercussão em Três Lagoas teve novo desdobramento nesta quinta-feira, 29. O médico acusado de assédio sexual contra uma estagiária de odontologia, preso em flagrante em novembro de 2025 dentro da Unidade de Saúde do Parque São Carlos, foi afastado definitivamente das funções públicas, conforme confirmação da administração municipal.
Inicialmente, a informação de que o profissional poderia retornar aos atendimentos a partir do dia 29 de janeiro gerou questionamentos. No entanto, após ser procurada pelo jornalismo da Caçula FM, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclareceu que o médico não retomou o atendimento à população e que o afastamento preventivo não havia sido formalizado antes por um impedimento legal.
De acordo com a Prefeitura, após o episódio, o servidor entrou em período regular de férias, um direito previsto em lei. Durante esse intervalo, não é possível efetivar o afastamento administrativo, uma vez que o servidor precisa estar oficialmente em exercício para que a medida seja aplicada. Por esse motivo, foi necessário aguardar o encerramento das férias.
O médico se reapresentaria nesta quinta apenas para cumprir o trâmite legal exigido. Logo após a reapresentação, o afastamento preventivo foi efetivado, conforme já determinado no processo administrativo instaurado pela Secretaria de Saúde. A decisão deverá ser publicada no Diário Oficial do Município nos próximos dias.
O caso remonta ao dia 12 de novembro de 2025, quando o médico, então com 38 anos, foi preso em flagrante acusado de importunação sexual contra uma estagiária de 23 anos. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima conseguiu pedir socorro à mãe por telefone após relatar que havia sido agarrada e beijada à força dentro da sala de atendimento. A jovem conseguiu deixar o local e pedir ajuda, e o suspeito foi detido ainda dentro da unidade de saúde.
Após o episódio, a Prefeitura determinou a suspensão preventiva do servidor, destacando que as condutas atribuídas a ele configuram, em tese, infrações éticas e disciplinares graves, conforme o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais. A medida visa preservar o ambiente de trabalho, garantir a lisura das investigações e proteger possíveis vítimas e testemunhas.
Com a formalização do afastamento, a administração municipal reforça que o médico está completamente afastado das atividades, enquanto seguem os trâmites administrativos e judiciais. O caso continua sendo acompanhado pelos órgãos competentes.


