Aumento de focos acende alerta e reforça planejamento integrado para prevenir avanço do fogo em 2026
Mato Grosso do Sul segue intensificando as ações de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais no Pantanal. Coordenado pelo Governo do Estado, o trabalho permanente identificou recentemente um aumento no número de focos de calor na região pantaneira, mobilizando o Corpo de Bombeiros Militar e outros órgãos estaduais e federais.
Entre os registros mais recentes estão um incêndio que atinge a área limítrofe do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, ao norte da Serra de Bodoquena, além de outros dois focos localizados no Nabileque e na região norte de Corumbá, nas proximidades do Rio Paraguai.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a combinação de vegetação densa já recuperada dos incêndios de 2024 e o período prolongado de poucas chuvas são fatores que elevam o risco de queimadas em 2026. Diante desse cenário, equipes atuam diretamente no combate aos focos ativos, enquanto outras frentes trabalham no planejamento estratégico e na organização das ações futuras.
Segundo o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, major Eduardo Rachid Teixeira, os focos registrados neste período do ano apresentam maior intensidade do que o habitual. Ele explica que a corporação já está se estruturando para garantir capacidade de resposta rápida, com atuação concentrada da unidade de Corumbá no combate aos incêndios no Pantanal.
Dados do BDQueimadas apontam que, entre os dias 1º e 26 de janeiro deste ano, foram detectados 69 focos ativos no Pantanal, número superior aos 34 registrados no mesmo período do ano passado. O combate conta com apoio aéreo da aeronave Air Tractor, que realiza sobrevoos para identificação de focos e direcionamento das equipes em solo, além da construção de aceiros para conter o avanço das chamas.
O trabalho de enfrentamento aos incêndios florestais permanece contínuo desde 2024, ano marcado pela pior temporada de queimadas da história do Estado. Desde então, o Governo de Mato Grosso do Sul intensificou medidas estruturantes, como a integração entre órgãos de resposta, reforço logístico, investimentos em tecnologia e capacitação das equipes.
Uma das principais estratégias adotadas foi a implantação de Bases Avançadas em diferentes regiões do Pantanal, permitindo respostas mais rápidas e eficientes aos focos de incêndio. Os resultados foram evidentes em 2025, quando o Estado registrou redução expressiva no número de focos de calor e na área queimada.
Conforme o balanço da Operação Pantanal 2025, foram registrados 1.844 focos de calor até 31 de dezembro, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1998. A área atingida pelo fogo também apresentou queda significativa, com 202.678 hectares queimados, frente aos mais de 2,3 milhões de hectares consumidos em 2024.
As ações integradas e o alinhamento dos planos operacionais seguem mantidos em 2026, com o objetivo de enfrentar o período mais crítico da seca e repetir os resultados positivos alcançados no ano anterior.
Com informações agência Gov.MS


