Parcela de janeiro tem valor médio de R$ 697,77 e alcança 18,77 milhões de famílias em todo o país
A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira, dia 26, o pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social de final 6. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas, com os adicionais previstos no programa, o valor médio recebido pelas famílias sobe para R$ 697,77.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa de transferência de renda do governo federal atenderá neste mês 18,77 milhões de famílias, com investimento total de R$ 13,1 bilhões.
Além do valor mínimo, o Bolsa Família conta com três tipos de adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz garante seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês com até seis meses de idade, com o objetivo de assegurar a alimentação da criança. Também há acréscimo de R$ 50 para gestantes e nutrizes, R$ 50 para cada filho entre 7 e 18 anos e R$ 150 para cada criança de até 6 anos.
O pagamento segue o calendário tradicional do programa, que ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre datas, valores e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem, utilizado para o acompanhamento da conta poupança digital.
Em janeiro, moradores de 176 municípios de nove estados receberam o benefício de forma antecipada, no último dia 19, independentemente do final do NIS. A medida contemplou, principalmente, cidades do Rio Grande do Norte afetadas pela seca, além de municípios da Bahia, Sergipe, Roraima, Paraná, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As localidades enfrentam situações de estiagem, excesso de chuvas ou possuem populações indígenas em condição de vulnerabilidade.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso, conforme previsto na Lei 14.601 de 2023, que restabeleceu o programa. O Seguro Defeso é destinado a pescadores artesanais impedidos de exercer a atividade durante o período de reprodução dos peixes.
Em janeiro, cerca de 2,44 milhões de famílias estão enquadradas na chamada regra de proteção. Essa regra permite que famílias que aumentem a renda por meio de emprego formal continuem recebendo 50 por cento do valor do benefício por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo. A partir de junho de 2025, o tempo de permanência nessa condição foi reduzido para um ano apenas para quem ingressou na regra após essa data.
Neste mês, não haverá pagamento do Auxílio Gás, já que o benefício é concedido bimestralmente. O repasse será retomado em fevereiro.
O auxílio é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único que tenham pelo menos um integrante beneficiário do Benefício de Prestação Continuada, com prioridade para mulheres responsáveis pela família e vítimas de violência doméstica.
com informações agência Brasil


