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domingo, 25 de janeiro, 2026

Para desmistificar a hanseníase, Sesau explica como são feitos o exame e o tratamento

Campanha do Janeiro Roxo reforça que a doença tem diagnóstico simples, tratamento gratuito e não exige isolamento social

Durante o mês do Janeiro Roxo, dedicado à conscientização e ao combate à hanseníase, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande realizou uma ação educativa para esclarecer dúvidas da população sobre a transmissão, o diagnóstico e o tratamento da doença. A iniciativa incluiu a simulação de exames e a divulgação de informações voltadas principalmente a pessoas que tiveram contato próximo com casos confirmados.

Conhecida historicamente como lepra ou mal de Lázaro, a hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade e é causada pelo bacilo de Hansen. A enfermidade evolui de forma lenta e, quando não tratada, pode provocar complicações graves como perda de sensibilidade, atrofia muscular, deformidades e até cegueira.

Na Capital, o exame clínico e os testes laboratoriais são direcionados principalmente a familiares e pessoas que convivem no mesmo ambiente de indivíduos diagnosticados com hanseníase por um período mínimo de três meses. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a transmissão ocorre pelas vias aéreas, exigindo contato próximo e prolongado, geralmente ao longo de meses.

A orientação é que pessoas que tiveram esse tipo de contato procurem uma unidade de saúde para avaliação. O exame inicial é feito em sala de triagem, por médico e enfermeiro, com observação detalhada da pele, já que os primeiros sinais da doença costumam ser manchas ou lesões que podem surgir em qualquer parte do corpo. Para a avaliação completa, é necessário despir-se, a fim de facilitar a identificação dessas alterações.

Quando há sinais clínicos evidentes, o diagnóstico pode ser feito sem a necessidade de exame de sangue. Caso não haja lesões aparentes, o paciente é encaminhado para o teste rápido, que utiliza apenas uma gota de sangue coletada do dedo. O procedimento é simples, praticamente indolor, e o resultado fica pronto em cerca de 15 minutos.

Mesmo quando o resultado do teste indica apenas contato com a bactéria, sem sintomas da doença, a pessoa passa a ser acompanhada pela equipe de saúde. O monitoramento é feito anualmente, por um período de até cinco anos, com o objetivo de identificar precocemente qualquer sinal da hanseníase e evitar o surgimento de sequelas.

O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e varia conforme a forma da doença. Nos casos menos contagiosos, o esquema paucibacilar tem duração de seis meses. Já nos quadros mais avançados, com maior número de lesões, o tratamento indicado é o multibacilar, que se estende por 12 meses. A escolha do protocolo leva em conta principalmente a quantidade de manchas ou lesões apresentadas pelo paciente.

Atualmente, não há necessidade de isolamento social durante o tratamento. Essa prática, comum no passado, contribuiu para a estigmatização das pessoas acometidas pela doença. Com a medicação adequada, o paciente deixa de transmitir a hanseníase logo no início do tratamento e pode manter normalmente sua convivência familiar e social.

Os profissionais de saúde alertam que alguns sintomas da hanseníase podem ser confundidos com os de outras doenças, especialmente no início. Perda de força, diminuição da sensibilidade da pele, surgimento de nódulos e lesões estão entre os sinais mais frequentes. Por ter evolução lenta e período de incubação variável, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir a cura e prevenir complicações.

com informações Campo Grande News

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