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segunda-feira, 19 de janeiro, 2026

Lentidão da Justiça marca caso de vereador preso por corrupção eleitoral em Santa Rita do Pardo

Vereador reeleito foi solto e ainda não há punições ou abertura de investigação

O caso de Antonio Coral Costa, conhecido como Toninho Colibri (PSDB), ex-presidente da Câmara de Vereadores de Santa Rita do Pardo, volta a levantar questionamentos sobre a morosidade da Justiça e a falta de transparência nas apurações de crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul.

Toninho, de 65 anos, foi preso em flagrante em 6 de outubro de 2024 , acusado de corrupção eleitoral após denúncia de compra de votos por meio da distribuição de vales de combustível em um posto da cidade. Apesar da gravidade das acusações e das provas apreendidas, o parlamentar foi solto três dias depois, após pagar fiança reduzida de R$ 50 mil para R$ 20 mil.

Mesmo detido durante o pleito, o tucano conseguiu se reeleger como o segundo vereador mais votado do município, com 309 votos. A situação tem gerado indignação entre moradores, que cobram uma resposta mais rápida e rigorosa das autoridades judiciais e da própria Câmara Municipal.

Segundo informações da polícia, a denúncia chegou na manhã da eleição de 2024, por volta das 10h30. Durante a abordagem, os agentes encontraram uma sacola com mais de 200 tickets de combustível, supostamente entregues pelo gerente do posto a pedido do vereador. O local foi fechado temporariamente para impedir a continuidade do crime.

Em depoimento, o gerente confirmou que o vereador negociava diretamente com o proprietário do posto, e que um homem conhecido como “Chocolate”, assessor de Toninho, era o responsável por distribuir os tickets entre cabos eleitorais e eleitores. Com ele, a polícia encontrou tickets idênticos aos já apreendidos e material de campanha do parlamentar.

Mesmo com todos os elementos indicativos de compra de votos, o caso segue sem conclusão judicial e sem medidas internas da Câmara Municipal, que fez vênia ao caso. Até o momento, não foi protocolado nenhum pedido de abertura de comissão de ética para investigar a conduta do vereador.

O Ministério Público acompanha o caso, e a investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil, mas sem previsão de denúncia formal à Justiça.

Enquanto isso, a população cobra celeridade: “A lei precisa valer para todos. Não dá para alguém ser preso por corrupção e continuar exercendo cargo público como se nada tivesse acontecido”, disse um morador que preferiu não se identificar. A reportagem tentou contato com Toninho Colibri, mas o vereador não atendeu às ligações.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e do portal Campo Grande News, 12 pessoas foram presas em todo o Estado durante as eleições de 2024, sendo quatro candidatos, um colaborador e sete eleitores, todas em cidades do interior de Mato Grosso do Sul.

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