Ação integrada das polícias Civil, Militar e Militar Ambiental apreendeu armas, veículos e apetrechos ilegais às margens do Rio Verde. Um suspeito atirou contra as equipes e fugiu
Na madrugada desta sexta-feira, 16, uma operação conjunta entre a Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Militar Ambiental resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas envolvidas em pesca ilegal e outros crimes graves às margens do Rio Verde, no município de Água Clara, município distante 135 km de Três Lagoas.
A ação teve início após a equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Água Clara receber uma denúncia anônima relatando que um grupo numeroso estaria praticando pesca ilegal na região, e que alguns dos suspeitos estariam armados. Diante da gravidade da informação, as forças de segurança organizaram uma operação integrada para verificar a situação.
Durante a madrugada, as equipes montaram campana próximo ao local indicado e, por volta das 6h, constataram intensa movimentação de pessoas às margens do rio. Um veículo foi abordado, sendo encontrados diversos apetrechos de pesca e caça ilegais, além de exemplares de peixes, incluindo espécies cuja captura é proibida, como o dourado.

Ao perceberem a presença das forças policiais, parte dos suspeitos tentou fugir, inclusive pulando no rio. Um dos indivíduos chegou a sacar uma arma de fogo e disparar contra os policiais. Diante da agressão, houve intervenção para conter o ataque. O autor, ainda não identificado, arremessou a arma no rio e conseguiu fugir nadando.
Quatro pessoas foram detidas no local e conduzidas à delegacia após passarem por exame de corpo de delito no hospital local. Com elas, foram apreendidos apetrechos de pesca ilegal, um arpão, armas de fogo de diferentes calibres e dois veículos. A Polícia Militar Ambiental também foi acionada para aplicar as sanções administrativas e dar continuidade às diligências.
De acordo com a Polícia Civil, os conduzidos responderão pelos crimes de pesca ilegal, associação criminosa, desobediência, resistência, e, no caso do foragido, tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública e porte ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para identificar e localizar os demais integrantes do grupo, especialmente o autor dos disparos.


