Paulo Ponzini celebrou saldo positivo e aponta que modernização dos processos e confiança do empreendedor impulsionam o crescimento no Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com um saldo extremamente positivo para o empreendedorismo: 13.143 novas empresas foram abertas no Estado, o maior número registrado nos últimos 20 anos. O dado foi apresentado pelo vice-presidente da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems), Paulo Ponzini, durante entrevista ao vivo nesta terça-feira, 13, no Café da Manhã da Caçula FM.
Segundo Ponzini, o desempenho reflete não apenas a força do empresariado local, mas também o esforço contínuo da Junta Comercial em modernizar e desburocratizar seus processos. “Hoje, a média para abrir uma empresa no Estado é de apenas seis horas. Isso impressiona e mostra o quanto evoluímos. A burocracia existe como garantia legal ao empresário, mas o processo se tornou ágil e seguro”, destacou o vice-presidente.
Ponzini reforçou sobre o cenário em Três Lagoas,que foi o terceiro município com maior número de novas empresas abertas em dezembro de 2025, com 52 registros apenas no mês de dezembro, demonstrando o papel estratégico da cidade na economia estadual.
O setor industrial também se destacou no balanço, representando 3,6% das novas aberturas no ano. Para Ponzini, o número é reflexo de políticas públicas que buscam agregar valor à produção local e atrair novos investimentos. “O Mato Grosso do Sul sempre teve incentivos voltados à indústria. Desde os anos 80, trabalhamos para transformar nossa produção agropecuária em produtos industrializados. Esse movimento continua forte e ajuda a diversificar nossa economia”, explicou.
Ele relembrou ainda o histórico papel da implantação da indústria de celulose em Três Lagoas, marco do processo de industrialização da região leste do Estado. Mesmo com 9.599 empresas extintas ao longo do ano, o saldo final é amplamente positivo. A Jucems, segundo Ponzini, tem buscado facilitar também os processos de encerramento empresarial, que hoje não possuem custo para o empreendedor.
“Muitas empresas estavam inativas há anos por causa do alto custo de fechamento. Agora, com a gratuidade, as pessoas podem regularizar suas situações. É uma medida que traz transparência e eficiência para todo o sistema”, afirmou.
Em 2025, a Jucems também deu um passo importante rumo à transformação digital, com a adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) para agilizar análises e reduzir falhas nos processos.
“A IA faz uma espécie de peneira inicial, apontando correções e facilitando a vida de contadores e advogados. Isso diminui o tempo de análise e evita erros”, explicou Ponzini, destacando que o sistema foi desenvolvido a partir de parcerias com a Rede SIM e outras juntas comerciais do país.
A tecnologia permitiu à Junta lidar com uma carga recorde de trabalho no fim do ano, quase 2 mil processos diários, segundo ele, sem comprometer a agilidade e a qualidade dos serviços prestados.
Além da tecnologia, a Jucems tem investido em treinamentos no interior do Estado, voltados especialmente para contadores e profissionais que atuam na formalização de empresas. Ponzini citou ainda a implantação de sistemas de viabilidade automática em municípios que aderirem ao projeto, medida que promete acelerar ainda mais a abertura de novos negócios em 2026.
Ponzini reforçou o compromisso da Jucems em continuar trabalhando para facilitar a vida de quem quer empreender. “Nosso objetivo é transformar tudo em benefícios para a comunidade. Quando o empreendedor cresce, ganham o município, o Estado e toda a sociedade”, concluiu.


