O deputado federal Marcos Pollon (PL=MS) protocolou requerimento para criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com a finalidade de investigar o Banco Master. “Esse caso é muito mais grave que a lava jato. Esse é o maior escândalo que poderia se acometer sobre uma nação, pois os seus protagonistas são membros da mais alta corte”, disse Pollon.
Diante da magnitude da fraude, impõe-se a instauração de investigação parlamentar destinada a atribuir responsabilidades, quantificar os prejuízos, garantir a tutela dos lesados e subsidiar a elaboração de medidas legislativas voltadas ao aprimoramento dos mecanismos de supervisão, controle e prevenção de ilícitos no sistema financeiro.
Pollon iniciou a coleta de assinaturas necessárias em dezembro do ano passado, antes do início do recesso parlamentar. O requerimento tramita junto com o pedido de CPMI do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Os pedidos fazem parte da estratégia da bancada de oposição para pressionar a abertura da Comissão de Inquérito no Congresso, seja no Senado, Câmara ou em conjunto com as duas casas.
Marcos Pollon interrompeu o recesso parlamentar no final do ano para articular com outros parlamentares da bancada de oposição diversas ações em resposta às denúncias divulgadas pela imprensa sobre um suposto envolvimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no caso do Banco Master.
O objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito é apurar os fatos de extrema gravidade envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, revelados pela Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
As investigações, amplamente divulgadas pela imprensa, apontam para a existência de um dos maiores esquemas de fraude financeira do país, estruturada mediante a criação de créditos fictícios, manipulação contábil e operações fraudulentas que alcançam cifras bilionárias, com potencial impacto sistêmico sobre o mercado e grave lesão a credores, investidores e fundos de pensão.
A gravidade dos fatos foi reforçada no dia seguinte à operação, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, reconhecendo a insolvência operacional da instituição e a necessidade de intervenção imediata para resguardar o sistema financeiro nacional.
Assim, a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025, revelou uma falha profunda na supervisão do Sistema Financeiro Nacional. O caso expôs prejuízo bilionário, afetando Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), investidores de varejo, bancos públicos e desencadeou um impacto direto no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O episódio tornou-se um dos maiores colapsos financeiros da última década.


