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domingo, 8 de fevereiro, 2026

Mercado reduz projeção da inflação e mantém expectativa de crescimento moderado da economia

Boletim Focus aponta IPCA de 4,33% em 2025 e crescimento do PIB em 2,26%

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país em 2025 foi novamente reduzida. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda feira pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo passou de 4,36% para 4,33%.

Esta é a sexta semana consecutiva de recuo na projeção, o que coloca a inflação dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Para os anos seguintes, o mercado estima inflação de 4,06% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.

Em novembro, o IPCA registrou alta de 0,18%, influenciado principalmente pelo aumento das passagens aéreas. No mês anterior, a inflação havia sido de 0,09%. Com isso, o índice acumulado em 12 meses chegou a 4,46%, permanecendo dentro da meta estabelecida.

Para conter a inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O patamar vem sendo mantido há quatro reuniões consecutivas do Comitê de Política Monetária, diante do cenário de incertezas e da necessidade de cautela na condução da política monetária.

A Selic está no maior nível desde julho de 2006. Após atingir 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa passou a ser elevada a partir de setembro de 2024, chegando aos atuais 15% em junho, onde permanece desde então. A expectativa do mercado é que os juros recuem para 12,25% ao ano até o fim de 2026, com novas reduções previstas para os anos seguintes.

No campo da atividade econômica, o boletim Focus mostra leve melhora na projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto em 2025, que passou de 2,25% para 2,26%. Para 2026, a expectativa é de expansão de 1,8%, enquanto para 2027 e 2028 o crescimento estimado é de 1,81% e 2%, respectivamente.

O desempenho da economia tem sido impulsionado principalmente pelos setores de serviços e indústria. No segundo trimestre, o PIB cresceu 0,4%. Em 2024, a economia brasileira encerrou o ano com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento.

Em relação ao câmbio, a previsão do mercado é que o dólar encerre este ano cotado a R$ 5,43. Para o final de 2026, a expectativa é que a moeda norte americana atinja R$ 5,50.

com informações da agência Brasil

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