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domingo, 24 de maio, 2026

Fiocruz aponta maior risco de suicídio entre jovens com destaque para índices alarmantes entre indígenas

Estudo revela desigualdades e alerta para desafios na saúde mental da juventude brasileira

Um estudo divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que a população jovem enfrenta o maior risco de suicídio no Brasil, com uma taxa de 31,2 casos por 100 mil habitantes. O índice supera a taxa geral do país, que é de 24,7. Entre homens jovens, o número sobe para 36,8. A situação é ainda mais grave entre povos indígenas, que apresentam os maiores índices registrados.

O 2º Informe Epidemiológico sobre a Situação de Saúde da Juventude Brasileira, elaborado pela Agenda Jovem Fiocruz e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, mostra que o suicídio é um problema particularmente crítico entre jovens indígenas. A taxa geral nessa população chega a 62,7 por 100 mil habitantes, e entre homens indígenas de 20 a 24 anos o índice atinge 107,9. Entre mulheres indígenas de 15 a 19 anos, a taxa é de 46,2.

A pesquisadora Luciane Ferrareto explica que fatores culturais, discriminação e dificuldades de acesso aos serviços de saúde contribuem para os números elevados. Segundo ela, apesar de maior acesso à informação, muitos indígenas ainda enfrentam preconceito e barreiras para atendimento adequado.

O informe analisou dados de internações, atendimentos e mortalidade de jovens entre 15 e 29 anos entre 2022 e 2024. Os homens representam 61,3% das internações por questões de saúde mental. O abuso de substâncias psicoativas é a principal causa, representando 38,4% das internações de homens jovens, enquanto a depressão é o principal motivo entre mulheres.

Os pesquisadores destacam que jovens de 20 a 29 anos apresentam taxas de internação mais altas do que adultos acima de 30. O relatório aponta que questões como pressão social, falta de oportunidades, violência, abuso e precarização do trabalho influenciam o adoecimento mental.

Para a pesquisadora, violências físicas e sexuais, vínculos abusivos, sobrecarga de cuidados familiares e precariedade profissional são fatores que afetam a saúde mental das mulheres jovens. Entre homens, o ideal social de masculinidade e a ausência de suporte emocional contribuem para comportamentos de risco e uso de substâncias.

Segundo o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho, a juventude é o grupo que mais sofre com problemas de saúde mental, violência e acidentes de trabalho, mas também o que menos busca atendimento ou encontra acolhimento adequado.

O estudo utilizou bases do Sistema Único de Saúde e dados do Censo 2022 do IBGE.

O Ministério da Saúde reforça que pessoas com pensamentos suicidas devem procurar ajuda imediatamente. O Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188 e por canais digitais, atendendo 24 horas por dia.

com informações Agência Brasil

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