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terça-feira, 3 de fevereiro, 2026

Na UMI, o envelhecer não pesa

A terceira idade dança, canta, aprende e recomeça todos os dias

A tarde desta quarta-feira (19) foi daquelas que a gente guarda com carinho no caderno da memória. A UMI – Universidade da Melhor Idade abriu as portas para celebrar a conclusão da 14ª turma do projeto de extensão UMI/UNAPI da UFMS/CPTL, reunindo comunidade, academia e imprensa em um encontro onde emoção, reconhecimento e vida pulsaram no mesmo compasso.

O Anfiteatro Dercir Pedro de Oliveira virou palco de danças, música, risadas, histórias e uma energia capaz de desmanchar qualquer estereótipo sobre a velhice. Quem deu ainda mais brilho ao evento foi o cantor regional Maringá Borgert, que embalou a cerimônia com apresentações musicais que arrancaram aplausos, celulares levantados e sorrisos largos.

Entre os destaques do dia estava Terezinha Maria dos Anjos, 89 anos, que foi breve e certeira ao explicar o que o projeto fez por ela:
“Eu vivia numa depressão danada. Hoje eu tô bagunçando.”
Não é metáfora — é renascimento. Há seis anos na UMI, ela coleciona atividades, memórias e amizades. “A gente aprende ginástica, cantar, dançar… tudo! Fiz muitos amigos, muitos mesmo”, conta, com a leveza de quem descobriu que afeto também é forma de educação continuada.

Na coordenação, a professora Vanessa Casotti, do curso de Direito, acompanha a evolução do projeto há 14 anos. Neste semestre, foram 615 alunos inscritos e 25 cursos — de inglês a smartphone, de oficinas corporais a espanhol, italiano, informática e rodas de convivência.
“Hoje concluíram 158 alunos da turma de quarta-feira. Somando tudo, são 480 concluintes. Começou pequenininho e está crescendo muito”, comemora.

E cresceu mesmo: a UMI já acolhe alunos de Andradina, Castilho, CRAS, asilos e até turmas online, tornando-se referência de aprendizagem, acolhimento e pertencimento. Um espaço seguro para chegar — e para ficar.

No fim da festa, Dona Terezinha soltou a frase que poderia muito bem encerrar a cerimônia:
“Vamos lutar! Nós não somos velhos. Somos jovens… por enquanto. Tá todo mundo vivo, né?”

E vivos estavam todos ali — vivos, presentes e celebrando uma educação que abraça.

A próxima edição da UMI reabre inscrições no fim de janeiro. Para quem tem 60 anos ou mais, a porta continua aberta. E, como mostrou a celebração desta quarta-feira, atravessá-la pode ser o primeiro passo para vestir sapatos novos e caminhar diferente pela vida.

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