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‘Pior parte ficou para trás’, diz Dilma sobre crise financeira internacional

Política – 24/01/2013 – 18:01

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (24), durante declaração à imprensa no Palácio do Planalto, que há uma “generalizada percepção” de que a “pior parte” da crise financeira que atingiu diversas economias do mundo “ficou para trás”.

Após reunião da Cúpula Brasil-União Europeia, da qual participaram José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, e Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, a presidente Dilma destacou que a avaliação entre os líderes é de que a situação melhorou.

“Tanto nesta cúpula quanto na edição anterior, em Bruxelas, as perspectivas da economia internacional ocuparam uma parte da nossa agenda. O fato é que nós pudemos ouvir hoje entre nós uma avaliação melhor do que naquele momento, tanto do ponto de vista das perspectivas das economias americana, chinesa, e também a própria evolução da situação econômica da União Europeia, onde há uma generalizada percepção que a pior parte ficou para trás”, afirmou a presidente.

Dilma voltou a reiterar a importância de programas para aumentar a competitividade da economia como forma de superar a crise.

Ela disse que a recém-anunciada redução no custo da energia é uma das medidas tomadas pelo governo brasileiro para aumentar a competitividade do Brasil. Destacou também que é preciso mesclar as ações de competitividade com “uma política de desenvolvimento que valorize a distribuição de renda”.

Presidente Dilma Rousseff posa para foto com José Manuel Durão Barroso e Herman Van Rompuy durante

 VI Reunião de Cúpula Brasil-União Europeia no Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert/ PR)

“Seja através da redução do custo do trabalho, através das desonerações das folhas de pagamento, da redução do custo da energia. Enfim, focamos em todas as questões consideradas relevantes para o aumento da competitividade”, afirmou a presidente, citando o programa Ciência Sem Fronteiras, que oferece bolsa de estudo para estudantes brasileiros no exterior, como exemplo de programa que aumentou a competitividade do Brasil.

A presidente Dilma Rousseff destacou que a parceria entre os países do Mercosul e da União Europeia também é fundamental para a superação da crise.

“Nos próximos dias teremos uma reunião de alto nível entre Mercosul e União Europeia que consideramos estratégica. Temos a oportunidade de definir os próximos passos de acordo de associação entre mercosul e União Europeia. Acordo esse que […] deve representar um equilíbrio nas assimetrias”, disse.

Durante a reunião, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp firmou parceria com o Joint Research Centre da Comissão Europeia para desenvolver atividades de cooperação entre o Brasil e o centro europeu. Além disso, o Ministério da Agricultura brasileiro e um representante do bloco assinaram um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de trocar informações sobre bem-estar de animais de produção.

Participaram da cúpula os ministros Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Marco Aurélio Garcia (assessor especial para assuntos internacionais), Aloizio Mercadante (Educação), Guido Mantega (Fazenda), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Paulo Bernardo (Comunicações).

Conflitos armados

Em seu discurso na declaração à imprensa, a presidente voltou a pedir o “diálogo” como saída para os conflitos armados pelo mundo, e citou os casos da Síria, que está em guerra civil desde 2011, de Mali e Guiné-Bissau.

“O Brasil considera que a responsabilidade pelo acirramento no conflito na Síria, prioritária, vem do governo de Damasco, mas as oposições armadas tem postura de incremento do conflito. Pensamos que a solução deve ser através do dialogo, ficou visível que através do conflito armado não se chegara a um acordo.”

Sobre o Mali, afirmou que a situação é “preocupante” e que é preciso que a comunidade interncional participe de diálogos. “É muito preocupante o conflito armado numa área recorrente que desandou para o Mali, por grupos que agora criam instabilidade não só no Mali como em outros países na região. Advogamos uma participação da comunidade internacional na solução do conflito.”

A presidente Dilma Rousseff frisou ainda que o Brasil tem “interesse” em participar do processo de paz na Guiné-Bissau.

“Também não podemos ficar indiferentes à situação vivida na Guiné-Bissau, principalmente um país de língua portuguesa. […] Temos interesse de participar do processo para que essa situação de conflito armado e a instabalidade devido ao tráfico de drogas e tráfico de armas seja resolvida”, afirmou. Ela disse considerar “muito importante” a indicação de Ramos Horta para ser o representante especial do secretário da ONU no conflito naquele país.

Fonte: G1

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