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Três Lagoas
domingo, 4 de outubro, 2026

Atendimento gratuito da UFMS auxilia no diagnóstico e tratamento da hanseníase

Projeto de extensão da Clínica Escola Integrada do câmpus da UFMS realiza consultas às quartas-feiras e reforça a importância do diagnóstico precoce para evitar sequelas da doença

A Clínica Escola Integrada do Câmpus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Três Lagoas oferece atendimento gratuito à comunidade por meio do Programa de Eliminação da Hanseníase, iniciativa vinculada ao projeto de extensão Práticas de Cuidado em Hanseníase. As consultas ocorrem todas as quartas-feiras, das 7h às 11h, realizadas por estudantes sob supervisão de professores do curso de Enfermagem.

O serviço integra a rede municipal de atenção à saúde e tem como objetivo identificar precocemente casos de hanseníase e acompanhar o tratamento. Segundo o Boletim Epidemiológico de 2025 do Ministério da Saúde, o Brasil ocupa o segundo lugar mundial em número de novos casos da doença. Entre 2014 e 2023, foram registradas 309.091 notificações, sendo a região Centro-Oeste a de maior taxa de detecção.

A hanseníase manifesta-se por manchas na pele com alteração de sensibilidade, perda de pelos e suor, além de formigamentos e fraqueza muscular. A transmissão ocorre por contato prolongado com pessoas infectadas sem tratamento, motivo pelo qual a doença é de notificação compulsória.

De acordo com o coordenador do projeto, professor Edirlei dos Santos, a ação representa o compromisso social da Universidade com a saúde pública local. “A Clínica Escola faz parte da rede municipal de atenção à saúde, oferecendo um serviço complementar e essencial para o diagnóstico precoce e a orientação da população”, afirma.

O professor destaca ainda que a hanseníase tem cura, mas o diagnóstico tardio pode deixar sequelas permanentes. “O grande problema é o comprometimento dos nervos periféricos. Quando o diagnóstico demora, o paciente pode desenvolver deformidades nas mãos e nos pés, consequência da destruição desses nervos pela bactéria”, explica.

O diagnóstico é clínico e baseia-se na observação de manchas dormentes e perda de sensibilidade. “Muitas pessoas não se incomodam com a mancha, mas ela é um sinal clássico da doença”, alerta Santos.

Os interessados em receber atendimento devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima, que realizará o encaminhamento e agendamento junto à Clínica Escola Integrada da UFMS.

Inaugurada em 2021, a unidade está localizada na Unidade 1 do CPTL e oferece também consultas médicas e de enfermagem em clínica geral e dermatologia, além de práticas integrativas como auriculoterapia e ventosaterapia. O espaço ainda conta com atendimentos de fisioterapia voltados para idosos participantes do programa Universidade Aberta à Pessoa Idosa.

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