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Três Lagoas
sábado, 13 de junho, 2026

Diretora do Estabelecimento Penal Feminino fala de projetos de ressocialização na unidade

Yara Barnabé da Silva falou sobre as ações realizadas, incluíndo a inauguração de uma oficina de reciclagem durante entrevista no Café da Manhã desta terça-feira, 21.

Em entrevista ao “Café da Manhã” da Caçula FM 96.9 desta terça-feira, 21, a diretora do Estabelecimento Penal Feminino de Três Lagoas (EPTL), Yara Barnabé da Silva, falou sobre os avanços em políticas de ressocialização e o papel que o estabelecimento vem desempenhando para ampliar oportunidades às mulheres privadas de liberdade. A unidade integra o sistema penitenciário do Estado de Mato Grosso do Sul.

Entre os destaques da entrevista, Yara Barnabé afirmou que cerca de 60 % das internas já estão empregadas por meio de parcerias institucionalizadas, com a meta de elevar esse índice para 90 % até o início de 2026. “Essa parceria com empresas, o emprego remunerado e a qualificação profissional são elementos que transformam vidas”, afirmou a diretora.

Yara destacou que o trabalho no sistema prisional vai muito além da custódia, e sim sobre transformar realidades, citando a inauguração recente de uma oficina de reciclagem, fruto de parcerias com empresas e instituições locais.

“Essa experiência tem sido importante. Nós buscamos parcerias para dar oportunidades reais de ressocialização. Hoje temos empresas como a Metalfrio, que emprega 20 internas há mais de 16 anos, além de novas parcerias com fábricas de Birigui e com a Alvorada”, destacou a diretora.

Segundo Yara, as iniciativas têm gerado resultados expressivos. Com a ampliação das parcerias, o presídio já alcançou 60% das internas empregadas, e a meta é chegar a 90% até o início do próximo ano. “Elas trabalham oito horas por dia, como em qualquer empresa. Recebem remuneração e ainda têm direito à remissão de pena. Isso muda a forma como elas encaram o futuro e as ajuda a reconstruir o vínculo com suas famílias”, explicou.

A diretora também citou histórias de superação que emocionam. Uma das internas, por exemplo, aprendeu costura dentro da unidade e, após conquistar o regime semiaberto, foi contratada por uma empresa em São Paulo, graças à experiência adquirida no presídio. “Ela ligou para agradecer, dizendo que hoje está empregada e consegue ajudar a família. Esses casos mostram que vale a pena acreditar”, relatou Yara.

Com o projeto “Alvorecer”, criado em parceria com a empresa Alvorada, a unidade dá um passo além: internas que trabalham na fábrica dentro do presídio terão emprego garantido quando conquistarem a liberdade. “É uma chance de recomeçar sem o peso do preconceito. Queremos mostrar à sociedade que existe uma mão de obra qualificada e comprometida dentro do sistema penal”, afirmou.

Yara fez um apelo à sociedade e aos empresários locais: “Se cada um entender que o sistema penal tem um papel essencial na segurança pública, tudo muda. Ressocializar é investir em menos reincidência e mais dignidade. Mesmo que a gente consiga mudar a vida de uma, essa uma vai ser multiplicadora lá fora.”

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