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quinta-feira, 26 de março, 2026

Previsão de inflação melhora, mas segue alta

Boletim Focus mantém estáveis projeções para PIB, dólar e Selic; única mudança foi queda no IPCA

A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2025 recuou pela segunda semana consecutiva, mas segue acima da meta estipulada pelo Banco Central. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,80% para 4,72%.

Apesar da redução, o índice ainda supera o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, o limite superior é 4,5%.

ESTABILIDADE
Os outros três indicadores monitorados pelo Boletim Focus, Produto Interno Bruto (PIB), câmbio e taxa básica de juros (Selic), mantiveram suas projeções inalteradas para 2025.

O PIB deve crescer 2,16%, segundo expectativa mantida pelo mercado pela quinta semana consecutiva. A Selic continua projetada em 15% ao ano, mesma estimativa das últimas 16 semanas. Já o dólar deve encerrar o ano cotado a R$ 5,43.

TENDÊNCIA
Para os anos seguintes, a projeção do IPCA segue estável: 4,28% em 2026 e 3,9% em 2027. Já a Selic deve cair para 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027, refletindo a expectativa de controle da inflação a longo prazo.

No caso do dólar, o mercado prevê cotações de R$ 5,36 para o fim de 2026 e R$ 5,51 em 2027 — valores levemente abaixo das previsões feitas há um mês.

INFLUÊNCIAS
De acordo com o Comitê de Política Monetária (Copom), a atual taxa de juros deverá ser mantida por um “período bastante prolongado” para garantir o cumprimento da meta inflacionária. A medida é adotada em meio a um cenário de incertezas externas e moderação no crescimento econômico interno.

A Selic é o principal instrumento de controle da inflação: quando elevada, encarece o crédito, reduz o consumo e ajuda a conter o avanço dos preços. No entanto, taxas muito altas também podem limitar a expansão econômica.

VARIAÇÃO
Segundo o IBGE, a prévia da inflação de setembro foi de 0,48%, puxada principalmente pelo aumento no preço da energia elétrica. Com isso, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 5,17%.

Por outro lado, os preços dos alimentos apresentaram queda pelo quarto mês consecutivo: em setembro, recuaram 0,35%, com impacto de -0,08 ponto percentual no índice geral.

PIB
Além da estabilidade na projeção para 2025, o mercado prevê crescimento de 1,80% para o PIB em 2026. Já para 2027, a expectativa caiu de 1,90% para 1,83%, demonstrando cautela diante do cenário econômico futuro.

CÂMBIO
A cotação do dólar também segue estável nas projeções. Para o final de 2025, o valor estimado é de R$ 5,43. Há quatro semanas, a previsão era de R$ 5,50. Para 2027, o mercado projeta dólar a R$ 5,51, levemente abaixo da expectativa anterior de R$ 5,60.

Com informações Agência Brasil

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