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Três Lagoas
sábado, 4 de julho, 2026

Com celulose na liderança, MS tem superávit de US$ 6,34 bilhões até setembro

Três Lagoas, que abriga as gigantes Suzano e Eldorado Brasil, é destaque na exportação do produto que impulsiona a balança comercial do Estado

Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 6,34 bilhões na balança comercial entre janeiro e setembro de 2025, conforme a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

O resultado foi impulsionado pelo aumento de 4,5% nas exportações e pela redução de 12,75% nas importações, consolidando o Estado como um importante exportador de commodities. O saldo é 10,84% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

As exportações totalizaram US$ 8,18 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 1,83 bilhão. O desempenho positivo reflete o avanço da indústria florestal e da pecuária, além da menor compra de gás natural boliviano, o que reduziu gastos e ampliou o saldo comercial.

Pela primeira vez, a celulose ultrapassou a soja e assumiu a liderança das vendas externas de Mato Grosso do Sul, representando 29,22% do total exportado. Em Três Lagoas, polo industrial que abriga as duas maiores produtoras do setor, Suzano e Eldorado Brasil —, o segmento tem papel fundamental na economia estadual.

A soja aparece em segundo lugar, com 25,58%, seguida pela carne bovina, com 15,92%. O setor pecuário, aliás, ampliou sua participação em relação a 2024, quando representava 11,25%, confirmando a recuperação do mercado de proteína animal. Já os açúcares e melaços recuaram de 8,31% para 6,57%, e os farelos de soja diminuíram de 7,09% para 4,36%, conforme o levantamento.

Nas importações, o gás natural da Bolívia manteve a liderança, mas com forte retração: queda de 33,03% no valor e 30,69% no volume adquirido. Entre janeiro e setembro de 2024, foram importadas 2,86 milhões de toneladas, que somaram US$ 874,5 milhões; neste ano, o total caiu para 2,1 milhões de toneladas, equivalentes a US$ 606,1 milhões. A diminuição é atribuída ao menor consumo interno e à mudança no perfil industrial do Estado.

A China segue como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, com 46,11% de participação e US$ 3,76 bilhões em compras até setembro, valor 1,73% maior que o do mesmo período de 2024. Os Estados Unidos permanecem em segundo lugar, mas com redução de 6,02% para 5,21% no volume comprado.

De acordo com o secretário Jaime Verruck, o resultado confirma a solidez da economia estadual, sustentada pela produção de celulose, soja e carnes. “O desempenho reflete o conjunto de indicadores favoráveis e a posição consolidada de Mato Grosso do Sul como um Estado essencialmente exportador”, destacou.


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