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quarta-feira, 8 de julho, 2026

Policial afirma que universitária desaparecida foi morta por namorado em assentamento

Em depoimento, PM da reserva diz que Marcos Yuri cometeu o crime e tentou ocultar corpo de Carmen de Oliveira, desaparecida desde 12 de junho em Ilha Solteira

O policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos de Oliveira, afirmou em depoimento prestado nesta semana que Marcos Yuri Amorim foi o responsável pela morte da universitária Carmem de Oliveira, desaparecida desde 12 de junho. Segundo o policial, o crime ocorreu no assentamento Estrela da Ilha, na zona rural de Ilha Solteira (SP), onde Yuri residia. Mesmo diante das acusações, Yuri segue negando envolvimento no assassinato.

Ambos estão presos desde o dia 10 de julho e completam 22 dias de detenção nesta quinta-feira, 1°. Yuri foi ouvido na última segunda-feira, 28, em São José do Rio Preto, onde está preso. Já Roberto prestou depoimento na terça-feira, 29, no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.

Apesar de afirmar que Yuri foi o autor do homicídio, Roberto negou participação direta na morte e na ocultação do corpo. Em sua versão, ele teria chegado ao assentamento após o crime já ter ocorrido. Ainda assim, o policial admitiu ter ajudado Yuri a se livrar do celular da vítima, que foi localizado pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 31, além de colaborar no descarte de um balde com terra e vestígios de sangue. Um balde foi encontrado nas proximidades do local onde o celular foi achado, e o material será periciado para identificar se há relação com o crime.

Com base nos novos elementos obtidos nas investigações e nas contradições apresentadas nos depoimentos, a Polícia Civil pretende solicitar a prorrogação da prisão temporária dos suspeitos por mais 30 dias. O prazo atual expira em 10 de agosto.

Segundo o delegado responsável, a descoberta de fragmentos do celular e os relatos divergentes reforçam a necessidade de manter ambos presos para evitar prejuízos às investigações. Além disso, a polícia estuda realizar uma reconstituição do crime no sítio onde Yuri vivia, para tentar esclarecer detalhes ainda não confirmados sobre a morte e o desaparecimento do corpo da jovem universitária. O caso segue sob investigação.

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