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segunda-feira, 2 de fevereiro, 2026

Popularidade de medicamentos como Ozempic e Wegovy revela novos efeitos colaterais e desafia especialistas

Com o aumento expressivo no uso de medicamentos como Ozempic e Wegovy, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, especialistas em saúde começam a observar efeitos colaterais inéditos e potencialmente graves. Os fármacos, cujo princípio ativo é a semaglutida, foram inicialmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2, mas passaram a ser amplamente utilizados no combate à obesidade.

Entre os efeitos já conhecidos estão náusea, diarreia, distúrbios digestivos, alterações de humor e visão. No entanto, estudos recentes e o uso em larga escala revelam novas preocupações.

Riscos mais graves começam a surgir

De acordo com Penny Ward, médica e professora da King’s College London, efeitos mais raros, como pancreatite e distúrbios musculoesqueléticos, começaram a aparecer com o uso prolongado dos medicamentos fora dos ensaios clínicos. “Com o aumento do número de usuários, naturalmente surgem efeitos que não apareceram nos testes controlados”, explicou ela à DW.

Um estudo publicado em janeiro de 2025, na revista Nature Medicine, analisou dados de mais de 215 mil pacientes que usaram semaglutida. A pesquisa identificou um aumento de 11% no risco de artrite, além de um salto de 146% no risco de pancreatite. Também foram registrados casos de queda de pressão arterial, desmaios, pedras nos rins e inflamação renal.

Benefícios também são observados

Apesar das novas descobertas, os especialistas reforçam que os medicamentos também oferecem benefícios relevantes. Entre os efeitos positivos, foram observadas reduções nos riscos de demência, Alzheimer, distúrbios de coagulação sanguínea, além de problemas cardiorrenais e metabólicos.

A neuroendocrinologista Karolina Skibicka, da Universidade de Calgary (Canadá), afirma que, quando usados corretamente, os benefícios superam os riscos. “Esses medicamentos têm o potencial de salvar e melhorar muitas vidas”, declarou.

Estudos mais amplos são necessários

Especialistas defendem a necessidade de mais pesquisas com populações diversificadas, especialmente entre mulheres, que ainda são sub-representadas em estudos clínicos. Também pedem mais dados sobre o uso prolongado em altas doses, especialmente para o tratamento da obesidade.

A crescente popularidade dessas drogas, impulsionada pela promessa de emagrecimento rápido, exige uma vigilância contínua por parte da comunidade médica e reguladores. Segundo os pesquisadores, monitorar os efeitos na vida real é essencial para garantir a segurança dos pacientes.

Com informações Olhar Digital

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