27.4 C
Três Lagoas
segunda-feira, 9 de fevereiro, 2026

Senado debate reserva de vagas para mulheres na política em novo Código Eleitoral

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou nesta quarta-feira (28) a votação do projeto de lei complementar que institui um novo Código Eleitoral. O texto, com quase 900 artigos, unifica sete legislações em vigor e traz mudanças polêmicas, entre elas, a reserva de 20% das cadeiras nos parlamentos federal, estaduais e municipais para mulheres, válida por 20 anos.

A proposta gerou divergências entre os senadores. O relator, Marcelo Castro (MDB-PI), defendeu a cota como forma de combater a sub-representação feminina — mais de 700 municípios não têm nenhuma mulher no legislativo local. Já opositores, como os senadores Dr. Hiran (PP-RR) e Espiridião Amin (PP-SC), argumentaram que a medida pode ferir o princípio da representatividade, ao permitir a eleição de candidatas com votação inferior à de candidatos homens não eleitos.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e outras parlamentares destacaram que a cota é um avanço necessário para reduzir o déficit de participação feminina na política. O Brasil ocupa a 136ª posição mundial em representação feminina. Já Soraya Thronicke (Podemos-MS) defendeu paridade de gênero, citando países latino-americanos que já adotam a medida.

Outro ponto de conflito foi a proposta de extinguir a obrigatoriedade de 30% de candidaturas femininas por partido, mantendo apenas a destinação de 30% dos recursos de campanha. A senadora Zenaide Maia (Podemos-RN) criticou a medida, apontando um retrocesso nas conquistas femininas.

Além da questão de gênero, o projeto também trata de:

  • Urnas eletrônicas: O TSE será o responsável pelas regras de fiscalização, excluindo as Forças Armadas do processo. Universidades e entidades civis poderão participar mediante credenciamento.
  • Fake news: Proíbe a divulgação de informações falsas em campanhas e o disparo em massa de conteúdo digital. Prevê multa para candidatos que disseminarem notícias sabidamente inverídicas.
  • Propaganda na internet: Permitido o impulsionamento de conteúdos a partir do início do ano eleitoral, com teto de 10% do limite de gastos da campanha.
  • Quarentena eleitoral: Juízes, promotores e policiais terão que cumprir quatro anos afastados antes de disputar eleições. Para ministros, governadores e prefeitos, o prazo permanece até 2 de abril do ano da eleição.
  • Inelegibilidade: Estabelece prazo fixo de oito anos para condenados pela Lei da Ficha Limpa, unificando critérios hoje dependentes de decisões judiciais.

O texto ainda passará por nova análise na CCJ antes de seguir para votação em plenário.

Com informações Agência Brasil

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Posse da nova Diretoria da Rede Feminina de Combate ao Câncer

Na última sexta-feira, dia 06, aconteceu a cerimônia de posse da nova Diretoria da Rede Feminina de Combate ao Câncer. Em uma noite marcada...

2°BPM lança ‘Operação Volta às Aulas’ para reforçar segurança em escolas

Ação intensificará policiamento e controle do trânsito em Três Lagoas e municípios vizinhos

Rádio Patrulha prende suspeito de furto de fiação elétrica em praça de Três Lagoas

Indivíduo foi flagrado em ação durante patrulhamento no último sábado, 07