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Três Lagoas
sábado, 18 de abril, 2026

Moradores pedem mais segurança depois de corpo encontrado atrás da Biblioteca Municipal de Três Lagoas

Caso registrado no último sábado escancara medo de quem mora próximo do local, que é tomado por drogas, violência e ameaças constantes a famílias da região.

O que era para ser apenas um corredor de passagem entre residências e a Biblioteca Municipal Rosário Congro, no Centro de Três Lagoas, se transformou em um palco diário de medo e violência. Moradores da rua Alexandre Costa denunciam o completo abandono de um beco sem iluminação e sem segurança, agora tomado por usuários de drogas, prostituição, ameaças e episódios de agressividade.

Neste domingo, 06, o temor ganhou contornos trágicos: o corpo de uma mulher em situação de rua foi encontrado no local, acendendo o alerta sobre o grau de insegurança que paira sobre o bairro. O caso chocou a vizinhança e serviu como estopim para um novo apelo coletivo por ações imediatas do poder público. “A gente não dorme mais. Esse lugar virou um inferno. É briga, gritaria, uso de drogas, ameaças. Estamos reféns dentro das nossas casas”, desabafou uma moradora, que preferiu não se identificar por medo de retaliações.

O beco ao lado da biblioteca, de pouco mais de 10 metros, está completamente sem iluminação pública e tornou-se uma zona livre para ações criminosas. Segundo relatos, pessoas em situação de rua ocupam o espaço à noite, promovendo badernas e colocando em risco a integridade física dos moradores.

Mesmo após diversas denúncias e pedidos de socorro, os moradores alegam omissão das autoridades. A presença ocasional de vigilantes não resolve. “Eles [os usuários de drogas] não respeitam ninguém. Um vigia sozinho não dá conta. Queremos o cercamento do espaço ou outra medida definitiva”, exige um dos residentes.

A revolta aumentou com a descoberta do corpo da mulher, encontrada morta no terreno da biblioteca, bem ao lado do beco problemático. A Polícia Civil e a Perícia estiveram no local, e o caso está sendo investigado, mas para os moradores, o recado é claro: a tragédia já estava anunciada. “Se alguém ainda tinha dúvidas da gravidade da situação, agora não tem mais. O pior aconteceu. Vamos esperar outra morte pra agir?”, questiona, indignado, um morador.

A população cobra medidas firmes da Prefeitura e das forças de segurança, incluindo o fechamento definitivo do beco, reforço policial e ações de assistência social, voltadas às pessoas em situação de rua. Enquanto o local segue sem qualquer intervenção concreta, os moradores vivem em um cenário de insegurança constante, temendo que a próxima vítima da violência seja alguém de suas famílias. O apelo é claro: algo precisa ser feito, antes que outra tragédia aconteça.

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