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domingo, 12 de julho, 2026

41 itens do Programa Farmácia Popular serão distribuídos gratuitamente, diz ministra

Em um anúncio realizado nesta quinta-feira (13), durante o Encontro Nacional de Prefeitos, em Brasília, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, declarou que todos os 41 itens do Programa Farmácia Popular serão distribuídos gratuitamente a partir de agora. A medida, que beneficia toda a população brasileira, deve impactar diretamente mais de um milhão de pessoas por ano que antes pagavam coparticipação.

A gratuidade inclui produtos como fraldas geriátricas, que agora serão fornecidas sem custo para pessoas com 60 anos ou mais. A ministra destacou a importância da medida em um contexto de envelhecimento da população. “Tivemos mais de 24 milhões de pessoas beneficiadas em 2024 e vamos aumentar ainda mais esse alcance, principalmente nas áreas mais remotas do país”, afirmou Nísia Trindade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de pessoas atendidas pelo programa saltou de 20,7 milhões em 2022 para 24,7 milhões em 2024. Além disso, o governo ampliou o credenciamento do Farmácia Popular para 758 cidades que ainda não contavam com o serviço. Atualmente, o programa está presente em 4.812 municípios, cobrindo 86% das cidades brasileiras e 97% da população, com mais de 31 mil farmácias credenciadas. Criado em 2004, o Farmácia Popular tem como objetivo garantir acesso a medicamentos e produtos de saúde a preços acessíveis.

Combate à dengue: municípios são “atores principais”

Durante o evento, a ministra também abordou o combate à dengue, destacando o papel fundamental das gestões municipais nessa frente. “Muito pode ser feito, principalmente no âmbito dos municípios, com a limpeza urbana e a eliminação de água parada. Isso porque 75% dos focos do mosquito transmissor estão nas nossas casas e ao redor delas”, explicou.

Nísia Trindade ressaltou que, apesar dos desafios, houve uma redução de 60% nos casos de dengue em 2024 em comparação com o ano anterior. No entanto, ela lamentou os 6,5 milhões de casos registrados em 2023, atribuindo o aumento às mudanças climáticas e à circulação de diferentes sorotipos do vírus, com destaque para o tipo 3, que preocupa as autoridades por seu potencial de causar formas graves da doença.

A ministra citou regiões críticas, como alguns municípios de São Paulo, onde o governo federal tem apoiado as prefeituras, como em São José do Rio Preto. Ela também reforçou a importância da vacinação, lembrando que a imunização ainda não está disponível em escala nacional e é direcionada a crianças e adolescentes em mais de dois mil municípios. “Precisamos recomendar fortemente aos responsáveis que levem suas crianças e adolescentes que não tomaram a segunda dose para completar o esquema vacinal”, alertou.

Com informações Agência Brasil

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