Os motoristas brasileiros devem se preparar para novos gastos, pois a partir de 1º de fevereiro, os preços da gasolina e do diesel terão aumento nos postos de abastecimento. O reajuste é resultado de alterações no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) no final de 2023. A medida, que afetará todos os estados, ocorre em meio a críticas sobre a política de preços da Petrobras.
O aumento será de R$ 0,10 no preço do ICMS da gasolina, que passará de R$ 1,3721 para aproximadamente R$ 1,47 por litro, um acréscimo de 7,14%. No caso do diesel e do biodiesel, o tributo subirá de R$ 1,0635 para R$ 1,12 por litro, o que representa uma elevação de 5,31%.
Além disso, a defasagem entre os preços internos e externos também preocupa especialistas. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel está 24% abaixo do preço praticado no mercado internacional, enquanto a gasolina apresenta uma diferença de 13%. Mesmo com a Petrobras fora da política de Paridade Internacional, as importações e as margens de refinarias continuam sofrendo pressões, especialmente com a alta do dólar, que já ultrapassa os R$ 6.
O último reajuste feito pela Petrobras aconteceu em julho de 2024, quando o preço médio do litro da gasolina foi fixado em R$ 3,05 e o do diesel em R$ 3,68 nas refinarias. Agora, com o aumento no ICMS, a pressão sobre os preços se intensifica, contribuindo para o efeito cascata sobre a economia e agravando a inflação, que já ultrapassou o teto da meta em 2024.


