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quinta-feira, 9 de julho, 2026

HRMS utiliza toxina botulínica para tratamento de doenças neurológicas

A equipe de Neurologia do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) está empregando toxina botulínica no tratamento de distonias, doenças neurológicas que causam contrações musculares anormais e involuntárias, levando a dores musculares, torcicolos, deformidades nos membros e articulações, além de estigma social.

O tratamento, disponível para pacientes ambulatoriais encaminhados pela regulação estadual, foi aplicado pela primeira vez pela médica neurologista Aline Kanashiro. A distonia, segundo Kanashiro, pode ter uma causa evidente, como AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou traumatismo craniano, ou ser idiopática, sem causa definida.

Nos casos tratados, a toxina botulínica reduz o excesso de contração muscular, aliviando os sintomas ao interromper os estímulos excessivos para a contração muscular e reduzindo ou eliminando os espasmos. O tratamento é paliativo, com reaplicações necessárias a cada quatro a seis meses.

“Implantamos o Ambulatório de Toxina Botulínica no HRMS para garantir que esses pacientes tenham uma opção de tratamento e melhora da qualidade de vida. Também ampliamos as áreas de atuação da Neurologia do HRMS e proporcionamos a disseminação do conhecimento, já que temos o Programa de Residência Médica em Neurologia”, explica a neurologista.

A primeira paciente a receber o tratamento foi a aposentada Reny Garnacho, 86 anos, diagnosticada com blefaroespasmo desde 2009, um transtorno que causa contrações involuntárias das pálpebras, resultando em piscar involuntário e fechamento dos olhos.

“Por conta disso, quase não conseguia dirigir e ler, pois meus olhos fechavam demais”, relata Reny.

A diretora-técnica do HRMS, Patrícia Rubini, destaca que a implantação do ambulatório e a oferta desse tratamento resultaram de esforços conjuntos com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). “Iniciamos as tratativas no segundo semestre do ano passado. Com o apoio da SES e da Casa da Saúde, conseguimos treinamento da equipe de enfermagem, habilitação e a disponibilização da toxina botulínica”, relembra.

Com informações Agência de Notícias do MS

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