O ano de 2024 foi marcado por escândalos e crimes de grande repercussão em Mato Grosso do Sul, envolvendo autoridades e situações chocantes.
Desembargadores afastados

Em outubro, o Tribunal de Justiça do estado foi abalado pelo afastamento de cinco desembargadores, incluindo o presidente da corte, Sérgio Fernandes Martins, por suspeita de venda de decisões judiciais. A operação apontou um esquema que pode ter causado prejuízo superior a R$ 200 milhões ao Banco do Brasil. Os magistrados foram monitorados por tornozeleiras eletrônicas, mas em dezembro o Supremo Tribunal Federal permitiu o retorno de Sérgio ao cargo e a retirada do dispositivo.
Enganou o Exército por 33 anos e foi condenada a devolver R$ 3,7 mi

Outro caso que chamou atenção foi a condenação de Ana Lúcia Umbelina Galáxio de Souza a três anos de prisão por estelionato. Durante 33 anos, ela recebeu indevidamente R$ 3,7 milhões em pensão do Exército. A fraude começou quando sua avó falsificou documentos, registrando-a como filha de um ex-combatente. A descoberta ocorreu após a avó denunciar Ana à polícia por descumprir um acordo sobre a pensão.
Caso Sophia

Já no campo dos crimes hediondos, o desfecho do caso da morte da menina Sofia Ocampo, de dois anos, causou revolta. A mãe, Stephanie de Jesus da Silva, e o padrasto, Christian Camposano Leite, foram condenados a 52 anos de prisão pela morte da criança, ocorrida em janeiro de 2023. O corpo de Sofia foi levado sem vida à UPA pela mãe, mas exames indicaram que a morte ocorreu horas antes.
Os casos de 2024 em Mato Grosso do Sul refletem a complexidade e a gravidade de episódios que abalaram a confiança pública, desde escândalos no Judiciário até crimes chocantes envolvendo fraude e violência.


