Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada na quinta-feira (12) revelou que Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, é atualmente o nome mais forte da oposição para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026, caso Jair Bolsonaro permaneça fora da disputa.
Com 21% das intenções de voto, Michelle lidera o levantamento, superando Pablo Marçal (18%) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (17%). A pesquisa, que possui margem de erro de um ponto percentual, também avaliou outros nomes de peso no cenário político:
- Simone Tebet (10%), ministra do Planejamento;
- Ratinho Júnior (7%), governador do Paraná;
- Romeu Zema (4%), governador de Minas Gerais;
- Ronaldo Caiado (3%), governador de Goiás.
Além disso, 21% dos entrevistados declararam que não sabem em quem votar ou preferiram não opinar, sinalizando um cenário ainda em aberto, que pode sofrer mudanças significativas conforme as eleições se aproximam.
Desgaste de Lula e a rejeição à reeleição
Outro dado relevante do estudo é o índice de rejeição à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a pesquisa, 52% dos eleitores são contrários à continuidade de Lula no cargo, enquanto 45% apoiam a possibilidade de um novo mandato. Esse resultado reflete o clima de polarização que domina o ambiente político brasileiro e pode influenciar fortemente o comportamento eleitoral em 2026.
O protagonismo de Michelle Bolsonaro
O crescimento de Michelle Bolsonaro como figura política não surpreende analistas, considerando o desgaste enfrentado por Jair Bolsonaro após as investigações da Polícia Federal e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível até 2030. A ex-primeira-dama tem desempenhado um papel mais ativo na política e mantém forte apelo entre a base bolsonarista, especialmente entre mulheres e evangélicos.
De acordo com o cientista político Fernando Nunes, “Michelle surge como uma alternativa carismática para a direita. Ela herda o capital político de Bolsonaro, mas sem carregar diretamente os desgastes de seu governo. Isso pode ser uma vantagem estratégica em um cenário tão polarizado”.
A possível candidatura de Michelle Bolsonaro adiciona um novo elemento à corrida eleitoral de 2026, demonstrando como o bolsonarismo busca se adaptar e se reorganizar diante das adversidades políticas e judiciais enfrentadas por seu principal líder.
Com informação Genial/Quaest


