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terça-feira, 7 de julho, 2026

Combate à Dengue exige ação e conscientização, diz Ministra da Saúde

Nesta quinta-feira (12), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou a necessidade de um plano global para combater a dengue e outras doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Em entrevista ao programa Bom Dia Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela destacou o impacto das mudanças climáticas na propagação dessas doenças, que têm atingido áreas anteriormente livres desse tipo de surto, como o Uruguai e o Sul do Brasil.

“É sempre bom lembrar que o aquecimento global é o responsável por essa grande transmissão. Portanto, teremos mais países lidando com esse problema”, enfatizou Nísia, alertando para a dimensão global da questão.

Estratégias e tecnologias de controle

A ministra defendeu o desenvolvimento de um plano global de enfrentamento à dengue, zika e chikungunya, além do uso ampliado de tecnologias para controle do mosquito transmissor. Embora ainda não haja um plano nacional para a adoção em larga escala dessas inovações, algumas cidades e estados já utilizam métodos tecnológicos com o apoio do Ministério da Saúde.

Em setembro, foi lançado um plano nacional para enfrentamento da dengue, que inclui ações de conscientização e medidas preventivas. “O acúmulo de lixo urbano e os focos de água parada estão diretamente ligados à gestão das cidades, por isso, prefeituras têm um papel crucial no combate ao mosquito”, apontou a ministra.

Dia D contra a Dengue

Como parte da mobilização, o governo federal promove neste sábado (14) o Dia D de Mobilização contra a Dengue, uma campanha nacional de conscientização e prevenção. A ministra convidou a população a participar ativamente, seja em ações locais ou em apoio às iniciativas de agentes comunitários e de endemias. “Todo governo estará envolvido, com a participação de governadores, ministros e secretários”, informou.

Ainda na entrevista, Nísia Trindade confirmou que o Brasil possui estoques suficientes de vacinas contra a covid-19. Também elogiou a proposta da reforma tributária aprovada no Senado, que prevê alíquota zero para medicamentos do programa Farmácia Popular e outros itens essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A ministra destacou a importância de novas taxações para produtos prejudiciais à saúde, como bebidas açucaradas e cigarros. “Gosto de chamar isso de tributo pela saúde, em vez de imposto do pecado”, explicou, defendendo medidas que possam reverter em benefícios à saúde pública.

Ações coletivas

O avanço da dengue reforça a urgência de colaboração entre governos, municípios e a sociedade. Com as mudanças climáticas tornando o ambiente mais favorável à proliferação do Aedes aegypti, especialistas apontam que estratégias integradas, tecnologias inovadoras e mobilização popular são os caminhos mais eficazes para enfrentar a ameaça crescente.

Com informação Agência Brasil

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