Nesta quarta-feira, o Diário Oficial do estado do Acre publicou decretos de estado de emergência em Cruzeiro do Sul, por 180 dias, e em Porto Walter, por 190 dias. A seca prolongada nos dois municípios tem causado problemas significativos, especialmente para a navegação no Rio Juruá e seus afluentes, afetando quase onze mil pessoas. Comunidades indígenas e ribeirinhas estão enfrentando escassez de água potável e alimentos.
Além dos desafios de abastecimento, Porto Walter registra incêndios na área verde do aeródromo local, comprometendo a segurança dos voos devido às nuvens de fumaça. Em Cruzeiro do Sul, as condições climáticas adversas – estiagem prolongada, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade e ventos intensos – aumentaram a incidência de incêndios florestais. Esses fatores elevaram a concentração de monóxido de carbono e partículas na atmosfera, representando riscos à saúde da população.
A seca severa levou o governo do Acre a decretar estado de emergência ambiental em todos os 22 municípios do estado até o final do ano. O Rio Acre atingiu nesta quarta-feira (24) a cota de 1,54 metro, uma redução de dois centímetros em relação à medição anterior, aproximando-se do pior nível histórico registrado em setembro de 2022. Para enfrentar a crise, um gabinete de crise foi instalado para coordenar as medidas de mitigação dos impactos da seca.
Outros municípios também decretaram estado de emergência devido à estiagem. Em Rio Branco, a capital, a falta de chuvas prejudica o abastecimento de água, com a prefeitura distribuindo diariamente mais de 200 mil litros de água para 32 comunidades. Em Jordão, a baixa nos níveis dos rios Jordão e Tarauacá compromete o abastecimento de água. Feijó, Epitaciolândia e Bujari enfrentam problemas semelhantes, com a seca nos igarapés e rios locais afetando o abastecimento e a navegabilidade, crucial para o fornecimento de alimentos e outros insumos.


