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Religiosos e juristas criticam o BBB: programa é imoral e antiético

Geral – 23/01/2012 – 15:01

Um suposto caso de estupro no Big Brother Brasil, reality show da TV Globo, gerou grande repercussão e discussões ao longo da última semana. A polêmica envolvendo os participantes Daniel e Monique começou na madrugada do dia 15. Após uma festa regada a muita bebida, os dois participantes protagonizavam cenas quentes, debaixo de cobertas, num dos quartos do programa. Muito embriagada, Monique aparentemente dormiu e o modelo Daniel teria aproveitado para abusar sexualmente da mulher desacordada.

A Rede Globo tratou do assunto com discrição. O participante Daniel foi expulso do reality show, mas a emissora não esclareceu detalhes sobre o motivo da expulsão, alegando apenas que o modelo teria “infringido as regras do programa”. Na manhã da última terça-feria (17), Monique prestou depoimento á Polícia Civil do Rio de Janeiro e teria afirmado que as “carícias” foram consentidas.

Daniel e Monique envolvidos em questão polêmica no ‘BBB’Daniel e Monique envolvidos em questão polêmica no ‘BBB’

O episódio já é considerado a maior polêmica de todas as edições brasileiras do Big Brother. O programa é famoso por incentivar a discórdia entre seus participantes, que se enfrentam com o objetivo de ganhar um prêmio em dinheiro. Complôs, tramoias e conspirações são comuns entre os ‘brothers’. Outra característica marcante são as festas luxuosas do reality show, regadas a bebidas.

Imoral e antiético

Algumas lideranças religiosas se manifestaram repudiando o episódio e criticando o reality show. Segundo os religiosos, programas como o BBB insultam os valores da moral e da ética, sendo um péssimo exemplo para a família brasileira.

“O programa amplifica os maus costumes que desgraçadamente já acontecem na vida real. As cenas de insinuações que aparecem no Big Brother e em algumas novelas são um desrespeito para toda a família. Hoje em dia a televisão incentiva a violência, o ódio, a traição e a infidelidade”, disse o reverendo Gulhermino Cunha, presidente da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro.

O reverendo ainda defendeu um maior controle no conteúdo televisivo.

“Para evitar casos como esse, vale aplicar a censura, não só à Globo, mas a qualquer outra emissora. Temos que preservar a nossa ética. Pois se continuarmos assim, chegaremos ao mesmo nível de deteriorização da época de Noé e o Dilúvio”, afirmou Guilhermino.

Globo teria responsabilidade

A defensora pública Rosane Lavigne, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ressalta que a questão mais grave não diz respeito aos participantes envolvidos, mas sim à responsabilidade de Rede Globo frente ao suposto abuso.

“A polícia deve investigar o caso com as cautelas de praxe. Mas eu penso que um ponto de extrema importância é o papel da Globo nessa história. É de interesse da emissora o uso sensacionalista e comercial dessa questão. O episódio deu Ibope e foi repercutido em outros canais de TV”, disse a defensora.

“Me preocupa a ausência de um órgão que possa fiscalizar e investigar os meios de comunicação em situações como essa, podendo até rever o contrato de concessão das emissoras”.

Segundo o Artigo 13, Parágrafo 2º do Código Penal, uma pessoa ou entidade pode ser penalmente condenada por crime comissivo por omissão, quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado de um crime.

Fonte: JB

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