22.6 C
Três Lagoas
quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Indústria sente efeitos do ‘fim’ das sacolinhas plásticas em SP

Geral – 23/01/2012 – 12:01

Hoje na Folha A indústria de embalagens já sente o impacto do fim da distribuição das sacolas plásticas pelos supermercados do Estado de São Paulo a partir do próximo dia 25: as encomendas despencaram.

A informação é de Érica de Fraga, em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

“O varejo já cortou pedidos, e isso começa a gerar demissões e cortes de gastos pelas empresas do setor”, diz Miguel Bahiense, presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos, entidade que representa a indústria.

Segundo um empresário que pediu para não ter o nome revelado, “a maioria dos clientes de São Paulo não renovou os pedidos”.

Bahiense diz que ainda não é possível estimar o prejuízo inicial do acordo firmado entre o governo de São Paulo e a entidade que representa os supermercados para o banimento das sacolas.

MUDANÇA

A partir de quarta-feira (25), as sacolinhas plásticas deixarão de ser distribuídas gratuitamente em São Paulo. Quem não quiser sair do estabelecimento com as coisas na mão terá de levar a sua própria ecobag ou carrinho de feira.

Na melhor das hipóteses, o consumidor vai ganhar do supermercado uma caixa de papelão usada (há risco de contaminação) ou, novidade, terá de comprar uma sacolinha biodegradável por R$ 0,19 –alvo das mais ferozes críticas e resistências, respondidas pelos supermercado por um simples “não compre e leve sua ecobag”.

Os críticos dizem que essa sacola não resolve o problema porque não há compostagem, capaz de degradar lixo orgânico, no país.

Mas a sacola compostável é a que melhor se adapta à realidade de lixões e de aterros sanitários, onde elas se degradam em dois anos.

Sem coleta seletiva, o plástico vai para o mesmo lugar e demora mais de cem anos para se decompor.

A mudança é fruto de um acordo dos supermercadistas; não tem força de lei, participa quem quer. Se algum furar não acontece nada, é um acordo.

Por que os supermercados? Porque eles despejam 90% dessas embalagens no país, daí a iniciativa setorial de “cuidar” desse assunto.

Será assim com todas as cadeias produtivas. O novo marco regulatório dos resíduos sólidos prevê que cada uma defina como retirar de circulação resíduos que produzirem –como os mercados farão com as sacolinhas.

Fonte: Folha

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Segundo turno das eleições em MS terá venda e consumo de bebidas alcoólicas liberados

TRE-MS mantém entendimento de que não haverá Lei Seca eleitoral em Mato Grosso do Sul; bares, restaurantes, conveniências e supermercados poderão comercializar bebidas no...

Anulação dos votos de Jerson Domingos muda ordem de suplência para deputado estadual em Mato Grosso do Sul

Retotalização realizada pelo TRE-MS após decisão do Tribunal Superior Eleitoral alterou a lista de suplentes; Dione Hashioka passou à segunda posição, enquanto os quatro...

Foragido da Justiça com quase 12 anos de prisão a cumprir é capturado em Três Lagoas

Homem de 32 anos foi localizado pela Polícia Militar no bairro Vila Piloto; ele também é investigado por suspeita de participação em latrocínio que...
error: Conteúdo Protegido