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quarta-feira, 19 de agosto, 2026

Em Mato Grosso do Sul, 13% dos nascidos vivos foram prematuros

Novembro é o mês dedicado a conscientização e prevenção da prematuridade.

CORREIO DO ESTADO – A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem alertando o Brasil para a prematuridade, que está aumentando em quase todo o mundo e é a principal causa da mortalidade infantil no País. Ainda segundo a OMS, o Brasil está entre os dez países com o maior número de nascimentos prematuros. Em 2022, dos 2.560.320 nascidos vivos no Brasil, 11% eram prematuros.

No ano passado, Mato Grosso do Sul ficou acima da média nacional, com 13% dos 40.486 nascimentos sendo de bebês prematuros. A pasta considera prematuros os bebês que nascem antes de completar 37 semanas de gestação (36 semanas e 6 dias). A doutora Bianca Stavis Conte, médica neonatologista da UTI Neonatal do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), explica que quanto menor a idade gestacional, maior a mortalidade e maior a incidência de morbidades: paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, sequelas oculares e motoras.

Doenças infectocontagiosas não tratadas (sífilis, aids, toxoplasmose, etc.); doenças maternas como diabetes, hipertensão e obesidade; extremos de idade (inferior a 16 ou superior a 35 anos); maus hábitos (etilismo, tabagismo e drogadição), e, principalmente, a ausência de pré-natal, são os principais fatores que podem comprometer a gestação.

Em países desenvolvidos a principal causa de parto prematuro é a Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), assim como outras doenças maternas. No Brasil, a infecção do trato urinário, o trabalho de parto prematuro sem causa definida e a ruptura prematura das membranas estão entre as principais causas. A ausência de pré-natal, bem como a irregularidade no acompanhamento ainda é frequente em nosso meio.

A redução da morbimortalidade neonatal está relacionada ao aperfeiçoamento do cuidado neonatal, investimento tecnológico e à assistência pré-natal de qualidade. O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é referência em gestação de alto risco e possui 35 leitos neonatais, dos quais: 10 de UTI neonatal, 20 de Unidade Neonatal de Cuidados Intermediários e 5 de Unidade Canguru. No ano de 2023, de 01 de janeiro de 2023 a 31 de outubro de 2023, 338 pacientes foram internados e receberam alta da Unidade Neonatal do HRMS.

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